Baleia cripto sofre ataque hacker e tem 73 mi de reais de prejuízo

No dia 2 de setembro de 2025, uma baleia cripto (termo utilizado para designar grandes investidores em ativos digitais) foi vítima de um sofisticado ataque hacker que resultou em um prejuízo de aproximadamente 73,7 milhões de reais. 

Sendo assim, o episódio gerou forte repercussão no mercado de criptomoedas. Ou seja, ele levantou debates sobre a segurança das carteiras digitais, as práticas de phishing em protocolos descentralizados e os riscos cada vez mais complexos de operar nesse ecossistema.

Em tal sentido, o ataque não apenas trouxe prejuízo financeiro ao investidor, mas também reacendeu discussões sobre a vulnerabilidade de usuários experientes diante de novas modalidades de golpes virtuais. Para compreender melhor o ocorrido, é preciso analisar em detalhes como o ataque aconteceu, quais foram as respostas do protocolo envolvido e quais lições podem ser aprendidas por toda a comunidade cripto.

Logo, neste texto, iremos explorar o ataque hacker que causou 73,7 milhões de reais de prejuízo a uma baleia cripto e também apresentar os detalhes deste contexto. Juntamente com isso, falaremos sobre os desdobramentos da situação, bem como pensaremos se é possível que se encontre uma solução para ela. Por fim, iremos elencar algumas lições que podem ser aprendidas com a mesma.

O ataque hacker que causou 73 milhões de reais de prejuízo a uma baleia cripto

Na manhã desta terça-feira, um investidor conhecido por sua atuação no Venus Protocol, um projeto de DeFi construído na BNB Smart Chain (BSC), foi alvo de um ataque de phishing que drenou sua carteira de diversas criptomoedas.

De acordo com informações iniciais, o golpe teve origem em uma extensão de carteira de navegador adulterada, que substituiu funções legítimas por comandos maliciosos. Em outras palavras, o investidor acreditava estar realizando uma transação comum, mas, na prática, estava concedendo ao hacker acesso completo aos seus ativos.

O prejuízo, estimado em 13,5 milhões de dólares (cerca de 73,7 milhões de reais), colocou o caso entre os maiores ataques individuais sofridos por uma baleia cripto em 2025. Esse tipo de ataque é algo que reforça a necessidade de atenção redobrada não apenas a contratos inteligentes, mas também às ferramentas de interface usadas diariamente pelos investidores.

O que é o Venus Protocol e por que o caso é relevante?

O Venus Protocol é uma plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) que permite empréstimos, depósitos e negociações com o uso de ativos digitais. Ele se tornou um dos principais protocolos da BNB Smart Chain, atraindo grandes volumes de capital.

Sendo assim, o fato de uma baleia cripto ligada a esse projeto ter sofrido um ataque tão expressivo coloca em evidência a importância da segurança em todo o ecossistema. Ou seja, embora o protocolo em si não tenha sido diretamente afetado, a associação com o incidente gera desconfiança no mercado e pode afetar a confiança de investidores menores.

Detalhes do ataque hacker à baleia cripto

O ataque aconteceu por volta das 9h da manhã, segundo dados on-chain analisados por empresas de segurança especializadas. No início, o mercado ficou confuso sobre a origem do problema, mas rapidamente surgiram informações técnicas que ajudaram a traçar um panorama.

A análise da SlowMist

A SlowMist, uma das empresas líderes em segurança blockchain, revelou que o ataque envolveu a substituição de funções dentro da extensão de carteira que a vítima utiliza. Em outras palavras, a função original de “redeemUnderlying” (que deveria ser uma operação legítima) foi substituída por “updateDelegate”, permitindo ao invasor drenar os ativos.

Paralelamente, a empresa também destacou que houve um planejamento cuidadoso do ataque. O invasor teria utilizado swaps de Monero (XMR) para obter o gás necessário para as transações, dificultando a rastreabilidade dos fundos. Além disso, parte dos recursos teria origem em plataformas descentralizadas como a eXch, o que complica ainda mais o rastreamento.

A posição da PeckShield

Já a PeckShield, outra renomada empresa de segurança, informou que a vítima acabou aprovando uma transação maliciosa, sem perceber que estava concedendo ao hacker autorização para movimentar todos os tokens de sua carteira.

Essa prática é comum em ataques de phishing: o usuário é induzido a clicar em links fraudulentos ou a instalar extensões adulteradas que simulam carteiras oficiais. Na aparência, tudo parece legítimo, mas na prática os hackers inserem permissões ocultas que lhes concedem controle total.

A soma final do prejuízo

Após revisões técnicas, confirmou-se que o montante perdido foi de aproximadamente 13,5 milhões de dólares, o que equivale a cerca de 73,7 milhões de reais na cotação atual. Essa quantia coloca o ataque entre os mais relevantes já registrados contra um investidor individual no ano de 2025.

Desdobramentos do ataque hacker à baleia cripto

Diante do incidente, o Venus Protocol decidiu agir rapidamente no intuito de preservar sua reputação e proteger a segurança de outros usuários do ecossistema.

Pausa nas operações do protocolo

Mesmo que as investigações tenham concluído que o contrato inteligente do Venus não foi comprometido, os desenvolvedores optaram por pausar temporariamente as operações da plataforma. A decisão foi tomada como medida de precaução, a fim de evitar que outros investidores fossem afetados por uma possível vulnerabilidade semelhante.

Em comunicado oficial, a equipe declarou: “Estamos cientes de que a carteira do usuário foi drenada (o contrato inteligente está seguro) e estamos investigando ativamente. O Venus está atualmente pausado seguindo os protocolos de segurança. Manteremos todos informados assim que soubermos mais.”

Reação da comunidade

A pausa dividiu opiniões. Parte dos usuários elogiou a postura prudente da equipe, destacando que a prevenção é essencial em ambientes descentralizados. Outros, no entanto, criticaram a interrupção repentina, temendo prejuízos à liquidez e ao valor do token nativo, o XVS.

Na prática, a volatilidade foi imediata. Em outras palavras, o XVS disparou devido ao aumento nas negociações, mas logo recuou cerca de 2,7% em 24 horas. Com isso, o episódio reforça a sensibilidade do mercado a incidentes de segurança e a importância da confiança no protocolo.

É possível que se encontre uma solução para o ataque hacker à baleia cripto?

A grande questão que surge após esse tipo de incidente é se há alguma chance real de recuperar os fundos que foram perdidos.

Dificuldades na recuperação de ativos

No caso em questão, a recuperação é considerada extremamente difícil. Isso porque os hackers utilizaram técnicas avançadas de ofuscação, incluindo swaps em moedas virtuais com foco em privacidade, como por exemplo o Monero (XMR), que praticamente impossibilita o rastreamento. 

Em conjunto a isso, a movimentação dos valores entre múltiplas exchanges descentralizadas cria uma espécie de “lavagem digital”, o que fragmenta o rastro e tornando quase impossível seguir o dinheiro sem ampla cooperação internacional.

Possíveis caminhos

Apesar das barreiras, ainda é possível explorar alguns cenários:

  • Monitoramento contínuo dos fundos: ferramentas de rastreamento em blockchain podem sinalizar movimentações suspeitas em exchanges centralizadas. Se os hackers tentarem converter parte dos valores em moedas fiduciárias, há chance de bloqueio;
  • Ações judiciais internacionais: em certas jurisdições, autoridades podem colaborar para congelar ativos mantidos em corretoras regulamentadas;
  • Recompensas por informações: projetos de DeFi ou vítimas podem oferecer recompensas a quem ajudar a identificar os invasores.

De qualquer maneira, especialistas apontam que a probabilidade de recuperação integral dos fundos é bastante baixa. Ou seja, isso é algo que reforça a importância da prevenção e da segurança digital em operações com criptomoedas.

Uma questão sobre o ataque hacker à baleia cripto é em relação à devolução dos valores.
Uma questão sobre o ataque hacker à baleia cripto é em relação à devolução dos valores. | Foto: DALL-E 3

Lições a aprender com o ataque hacker à baleia cripto

Este incidente oferece uma série de lições não apenas para baleias, mas para qualquer investidor que opere no mercado de criptomoedas.

A importância de verificar extensões de navegador

Uma das principais falhas exploradas neste ataque foi o uso de uma extensão de carteira comprometida. Nesse sentido, usuários devem sempre verificar a autenticidade das ferramentas que baixam, preferindo fontes oficiais e evitando versões modificadas.

Atenção redobrada a permissões de transações

Mesmo investidores experientes podem cair em golpes de phishing ao aprovar transações sem analisar os detalhes. É fundamental revisar com atenção as permissões solicitadas, especialmente quando envolvem acesso irrestrito à carteira.

Armazenamento seguro de grandes valores

Grandes quantias não devem ficar armazenadas em carteiras de fácil acesso online. O uso de hard wallets e soluções de custódia a frio reduz significativamente o risco de ataques cibernéticos.

Preparação do mercado diante de novos ataques

Projetos como o Venus Protocol também precisam adotar medidas preventivas, como auditorias contínuas e comunicação transparente com a comunidade. A confiança no ecossistema depende não apenas da robustez técnica, mas também da capacidade de resposta a crises.

Em resumo, o ataque hacker que gerou prejuízo de 73,7 milhões de reais para uma baleia cripto mostrou que até investidores experientes são vulneráveis a golpes de phishing sofisticados. 

Mesmo que o Venus Protocol tenha reagido rápido para conter maiores perdas, o episódio alerta toda a comunidade. Investidores devem redobrar cuidados com extensões, autorizações e ferramentas, adotando práticas sólidas de segurança digital. Já o ecossistema DeFi precisa reforçar proteções e priorizar a transparência. 

Logo, para se manter informado sobre a situação da baleia cripto e evitar ser a próxima vítima, acompanhe conteúdos sobre segurança no mercado de criptomoedas e saiba como proteger melhor seus investimentos!

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