A biometria das veias das mãos começa a ganhar espaço como uma alternativa para autenticação presencial e segurança digital. Isso se deve ao fato de que a tecnologia utiliza características da palma da mão, incluindo seu formato, linhas da pele e padrões das veias localizadas abaixo da superfície. Ou seja, cria uma forma de identificação que vai além das características visíveis e é possível aplicar em diferentes situações do cotidiano.
O contexto da biometria das veias das mãos ser o foco da cibersegurança
Vale ressaltar que a biometria facial se consolidou como uma das principais alternativas utilizadas por bancos, fintechs e plataformas digitais para autenticar usuários. Um dos fatores que favoreceram sua expansão é a ampla presença das câmeras nos smartphones, o que tornou a captura do rosto uma etapa relativamente simples nos processos de identificação.
Biometria da palma da mão
Agora, empresas dos setores de tecnologia e segurança passaram a explorar outras possibilidades para operações presenciais. Entre elas está a biometria da palma da mão, que consegue analisar diferentes características, como o formato da mão, as linhas da pele, os padrões das veias localizadas abaixo da superfície e o fluxo sanguíneo.
Combinação de diferentes características
Nesse sentido, a combinação dessas informações é algo que amplia a capacidade de autenticação. Sendo assim, além de identificar características físicas da mão, a tecnologia pode utilizar elementos relacionados ao funcionamento do corpo durante o processo de validação. Dessa maneira, a autenticação pode incluir mecanismos de prova de vida, tornando a reprodução artificial do procedimento mais complexa.
Segurança diante dos deepfakes
Esse movimento também está relacionado à evolução das fraudes digitais, especialmente com o avanço da inteligência artificial e dos chamados deepfakes. A ampla exposição de imagens pessoais na internet aumentou a quantidade de material que é possível utilizar para tentar reproduzir características faciais.
Uma alternativa ao reconhecimento facial
Nesse cenário, o rosto apresenta uma particularidade importante: trata-se de uma característica facilmente observável e frequentemente registrada em fotografias, vídeos e outros conteúdos disponíveis publicamente. Portanto, a biometria das mãos surge como uma alternativa que utiliza informações menos acessíveis visualmente e combina diferentes elementos para realizar a identificação.

Como funciona a biometria das veias das mãos?
Ao contrário da biometria facial tradicional, que utiliza principalmente características visíveis do rosto, a biometria da palma da mão trabalha com diferentes camadas de informação. O sistema pode considerar o formato da mão, as linhas da pele e, principalmente, os padrões das veias existentes abaixo da superfície.
Sensores ópticos e infravermelhos
Uma das tecnologias utilizadas nesse segmento emprega sensores ópticos e infravermelhos para realizar a leitura. A lógica está relacionada ao modo como a hemoglobina presente no sangue absorve a luz infravermelha próxima. Com isso, as veias podem aparecer como linhas mais escuras sob a pele, permitindo identificar um padrão específico.
Padrão vascular individual
Esse padrão vascular é considerado individual e se soma às características externas da mão. Dessa forma, a autenticação não depende apenas de uma fotografia ou de uma representação visual simples, mas de um conjunto de informações captadas pelos sensores.
Taxas de falsa aceitação e rejeição
Nesse sentido, entre os indicadores utilizados para avaliar esse tipo de sistema estão a taxa de falsa aceitação, conhecida como FAR, e a taxa de falsa rejeição, chamada de FRR. A primeira representa a frequência com que uma pessoa não autorizada pode ser reconhecida incorretamente pelo sistema. Já a segunda indica a possibilidade de um usuário legítimo ser rejeitado por engano.
Velocidade da autenticação
Em uma solução da Tencent, a taxa de falsa aceitação informada é inferior a 0,0000001%, enquanto a taxa de falsa rejeição seria inferior a 0,01%. Paralelamente, a empresa informa que é possível realizar o processo completo de autenticação em menos de 300 milissegundos.
Combinação de características físicas e biológicas
A biometria vascular também é apresentada como uma alternativa que pode alcançar maior precisão em determinadas aplicações quando comparada à biometria facial. Sendo assim, a tecnologia pode trabalhar com um conjunto amplo de características, indo além da simples imagem da mão.
Entre os elementos que podem ser capturados estão informações relacionadas à estrutura da mão, ao padrão das veias, aos músculos e aos nervos, além de aspectos associados ao fluxo sanguíneo. Tal combinação dificulta a reprodução artificial de uma mão capaz de apresentar simultaneamente as mesmas características físicas e condições biológicas.
Mais detalhes da biometria das veias das mãos
Atualmente, os principais casos de uso da biometria palmar estão relacionados a pagamentos, transporte público e controle de acesso. Na China, já se utiliza a tecnologia em estabelecimentos comerciais, estações de metrô e ambientes corporativos, demonstrando que a aplicação não está limitada aos testes de laboratório.
Expansão da tecnologia na China
Materiais da Tencent são responsáveis por apontar que sua solução já reúne mais de 50 milhões de usuários ativos, mais de 2 bilhões de transações processadas e mais de 200 mil pontos de utilização. Entre os exemplos apresentados está a implementação da tecnologia em 1.500 lojas da rede 7-Eleven China.
Segundo os dados que a empresa divulgou, a iniciativa aumentou em 25% a eficiência dos caixas durante os horários de maior movimento. Juntamente com isso, 70% dos usuários teriam escolhido a palma da mão como método preferencial de pagamento.
Experiência no Brasil
No Brasil, a tecnologia também teve uma aplicação experimental. Em 2025, foi realizado um projeto piloto no metrô de Brasília voltado para 3 mil usuários com gratuidade, incluindo idosos.
Possíveis aplicações no futuro
A perspectiva para o futuro é ampliar a quantidade de situações em que a mão possa ser utilizada como uma forma de identificação. Nesse modelo, seria possível associar diferentes recursos à biometria, incluindo cartão de crédito e Pix, permitindo que a própria mão seja utilizada para validar operações.
Paralelamente, também seria possível aplicar a proposta em ambientes de grande circulação. Em um evento, por exemplo, a autenticação pela mão poderia ser utilizada para liberar a entrada, realizar compras e permitir o acesso a determinadas áreas. Dessa maneira, um único método de identificação poderia assumir diferentes funções dentro de uma mesma experiência.
Custos dos sensores palmares
Apesar da necessidade de sensores especializados, o custo do hardware pode perder importância quando a tecnologia é aplicada em projetos de grande escala. Os sensores palmares podem custar aproximadamente entre US$ 70 e US$ 300 por unidade, dependendo da capacidade e do nível de sofisticação.
Entretanto, na prática, a comercialização pode ocorrer por meio de contratos de serviço, especialmente em ambientes com grande volume de usuários. Nesse modelo, o foco deixa de estar exclusivamente na aquisição do equipamento e passa para o fornecimento de um serviço de autenticação.
Modelos de cobrança
Sendo assim, em determinadas aplicações, a cobrança pode ser feita por transação ou por mão registrada. A proposta é que o custo fique próximo ao que já existe atualmente em outros meios de pagamento, tornando a tecnologia mais viável conforme sua utilização aumenta.
Pontos de atenção sobre a biometria das veias das mãos
Embora a biometria palmar seja uma das alternativas em desenvolvimento para autenticação presencial, a tendência apresentada é de coexistência com outras tecnologias, e não necessariamente de substituição completa dos métodos atuais.
Os sistemas de segurança podem combinar diferentes camadas de verificação para aumentar a confiabilidade da identificação. Dependendo do tipo de transação e do nível de risco envolvido, novos fatores podem ser adicionados ao processo antes que uma operação seja autorizada.
Biometria comportamental
Nesse contexto, a biometria comportamental também ganha espaço. Tal método considera a maneira como o usuário interage com dispositivos e aplicativos, podendo analisar padrões relacionados à utilização cotidiana.
A lógica é identificar comportamentos que tendem a ser particulares de cada pessoa. Em outras palavras, o modo de movimentar um celular, por exemplo, pode apresentar características recorrentes e servir como mais uma informação para verificar se determinada atividade está sendo realizada pelo usuário habitual.
Múltiplas camadas de autenticação
Com isso, o futuro da autenticação pode envolver diferentes tipos de biometria funcionando em conjunto. A escolha da tecnologia utilizada pode variar conforme a situação, o nível de segurança necessário e a complexidade da operação.
Uma transação de menor risco pode exigir uma determinada camada de autenticação, enquanto operações mais sensíveis podem combinar biometria física, biometria comportamental e outros fatores de segurança. Dessa forma, a autenticação passa a ser estruturada a partir de múltiplas informações, em vez de depender de apenas uma característica.
Vale a pena acompanhar os próximos momentos da biometria das veias das mãos?
É importante destacar que a evolução da biometria das veias das mãos é um contexto que mostra como os sistemas de autenticação estão buscando alternativas que sejam capazes de combinar praticidade e diferentes níveis de segurança.
Sendo assim, a tecnologia já possui aplicações em pagamentos, transporte e controle de acesso. Enquanto isso, novos usos podem surgir à medida que os equipamentos e os serviços se tornem mais acessíveis.
Logo, para conferir as próximas novidades sobre biometria das veias das mãos, continue acompanhando nossos conteúdos e fique por dentro das principais tendências de tecnologia e cibersegurança.
*com uso de inteligência artificial

