O Bitcoin continua sendo o principal ativo digital do mercado de criptomoedas, mas nem por isso está livre de volatilidade. Nesse sentido, especialistas do setor apontam que a cripto pode enfrentar uma correção drástica de até 70% no próximo ciclo de baixa.
Isso é algo que desperta tanto preocupação quanto oportunidades para investidores. Vale ressaltar que essa previsão se baseia em análises históricas de ciclos anteriores, nos quais o BTC já registrou quedas significativas após alcançar máximas expressivas.
Apesar de muitos acreditarem que o cenário atual é diferente por conta da adoção institucional e do crescimento do mercado, diversos analistas alertam que é preciso muita cautela. Para alguns, a chance dele cair de forma brusca não pode ser descartada, especialmente quando se considera o histórico de retrações que já ultrapassaram 90% em ciclos passados.
Logo, neste texto, iremos explorar a possível queda de 70% do Bitcoin de acordo com especialistas em cripto, bem como apresentar alguns detalhes deste contexto. Juntamente com isso, faremos um pararelo do BTC com o mercado nele e também listaremos algumas lições a aprender com o mesmo. Por fim, iremos discutir se, pensando na situação, vale a pena comprar a moeda virtual agora.
A possível queda de 70% do Bitcoin de acordo com especialistas em cripto
Entre os principais analistas que se manifestaram sobre a possível queda, está Benjamin Cowen, um nome bastante respeitado no setor de cripto. Ele destacou que, historicamente, os mercados de baixa do BTC resultaram em quedas acentuadas: 94%, 87% e 77%, respectivamente. Com base nisso, Cowen acredita que não é impossível imaginar uma correção de 70% a partir da próxima máxima histórica.
Em suas palavras, “precisa acontecer? Não, mas a história pelo menos nos alertaria a acreditar que pode.” Ou seja, ainda que não seja uma regra absoluta, os padrões anteriores indicam que esse tipo de correção não deve ser descartado.
Oportunidade para investidores que ficaram de fora
Essa visão também abre espaço para uma reflexão interessante: investidores que não conseguiram acumular Bitcoin durante a alta deste ano podem ter uma nova chance de entrar no mercado caso uma queda expressiva aconteça. Para muitos, um recuo de 70% seria uma oportunidade única de compra a preços mais baixos, permitindo acumulação para o próximo ciclo de valorização.
Divergências entre os especialistas
Contudo, nem todos compartilham da mesma visão pessimista. Alguns analistas acreditam que ainda há espaço para crescimento antes de uma correção significativa.
Já outros defendem que o próximo mercado de baixa pode demorar mais do que muitos esperam, especialmente diante do avanço da adoção institucional e do fortalecimento da infraestrutura das criptomoedas.
Detalhes sobre a possível queda do Bitcoin
A possível correção de 70% também precisa ser colocada em perspectiva diante das projeções otimistas que circulam no mercado. O cofundador da BitMEX, Arthur Hayes, por exemplo, acredita que o Bitcoin pode alcançar até 250.000 dólares até o fim do ano.
Nesse cenário, mesmo que uma queda acentuada de 70% ocorra posteriormente, o preço ainda permaneceria em torno de 75.000 dólares, um valor significativamente mais elevado do que os patamares vistos em ciclos anteriores.
Em tais momentos, a moeda retornava para níveis próximos aos 20.000 dólares. Isso mostra que, mesmo com correções profundas, o crescimento acumulado ao longo dos anos tende a manter o ativo digital em novos patamares de suporte.
Estratégias de realização de lucro
Cowen, ao comentar sobre essa possibilidade, afirmou que, caso o preço realmente dispare no quarto trimestre, sua estratégia será realizar lucros de forma parcial, convertendo ganhos em stablecoins.
A ideia seria se proteger da volatilidade e garantir liquidez para então reentrar no mercado em meados do ano de 2026, quando o próximo ciclo pode estar em formação. Essa visão representa uma postura mais cautelosa e pragmática, reconhecendo que, embora haja espaço para novas altas expressivas, o risco de uma reversão brusca é real.
A imprevisibilidade do topo
Outro aspecto importante levantado é a dificuldade em identificar o ponto máximo de valorização. Durante fases de euforia, a maioria dos investidores acredita que a alta pode se prolongar indefinidamente.
Contudo, como destaca Cowen, o topo só fica claro em retrospectiva. Por isso, muitos especialistas recomendam realizar lucros progressivos, manter disciplina e adotar uma gestão de risco ativa, em vez de confiar apenas em previsões.
O Bitcoin em relação ao mercado nesta possível queda
Além do próprio comportamento do Bitcoin, é importante observar como outras criptomoedas podem reagir. O Ethereum (ETH), por exemplo, vem mostrando força em relação ao BTC. Nesse sentido, a relação ETH/BTC subiu 8,56% nos últimos 30 dias, sinalizando um possível movimento de valorização relativa do Ethereum em comparação ao Bitcoin.
Ethereum pode superar o Bitcoin no ciclo atual
Cowen destacou que, até o fim do ciclo, o Ethereum provavelmente terá um desempenho superior, mesmo que ele espere períodos de fraqueza pontual, como durante o mês de outubro. Esse cenário reforça a ideia de que, enquanto o Bitcoin dita o rumo do mercado cripto, outras moedas podem se beneficiar de momentos de correção, atraindo investidores que buscam diversificação.
Divergências nas previsões
Outros especialistas também apresentaram visões diferentes:
- Matt Hougan, diretor de investimentos da Bitwise, acredita que 2026 será um ano de alta, reforçando a ideia de que o mercado ainda pode passar por fases de correção antes de novo crescimento;
- Steven McClurg, CEO da Canary Capital, projeta que o Bitcoin pode chegar entre US$ 140.000 e US$ 150.000 antes de enfrentar um novo mercado de baixa;
- Michael Saylor, presidente executivo da Strategy, defendeu que “o inverno não vai voltar”, sinalizando sua confiança em uma tendência mais sustentável de crescimento.
Sendo assim, um ponto importante é que essas opiniões divergentes reforçam como o mercado de criptomoedas é repleto de incertezas. Devido a isso, ele exige muita cautela dos investidores.
Lições a aprender com esta possível queda do Bitcoin
Independentemente de qual cenário se concretize, há lições importantes a serem tiradas desse debate sobre o futuro do BTC e do mercado cripto como um todo.
1. O mercado de cripto é cíclico
Na história, o Bitcoin já passou por grandes movimentos de valorização seguidos de correções severas. Reconhecer esse padrão ajuda os investidores a não se deixarem levar apenas pela euforia em momentos de alta. Entender que quedas fazem parte do processo pode trazer mais serenidade nas decisões.
2. Gestão de risco é fundamental
Especialistas reforçam que nunca é prudente alocar todo o capital em um único ativo, por mais promissor que pareça. Ter uma estratégia clara de saída, realizar lucros de forma gradual e reservar parte do portfólio em stablecoins ou ativos menos voláteis é uma forma de preservar patrimônio diante da volatilidade.
3. Oportunidades surgem em momentos de baixa
Embora as quedas possam gerar medo, elas também abrem espaço para novas entradas no mercado. Quem aproveitou as correções anteriores viu retornos significativos nos ciclos seguintes, mostrando que paciência e visão de longo prazo são diferenciais.
4. Diversificação é chave
O ecossistema cripto não se limita ao Bitcoin. Projetos como Ethereum, Solana, Cardano e outros podem apresentar bom desempenho em diferentes fases, reforçando a importância de construir um portfólio diversificado e resiliente.

Pensando neste contexto, vale comprar Bitcoin agora?
A grande pergunta que paira sobre investidores é: vale a pena comprar BTC agora, diante da possibilidade de uma queda de 70%?
Argumentos a favor da compra
- Adoção institucional crescente: empresas e fundos continuam adquirindo Bitcoin, o que dá suporte a longo prazo;
- Oferta limitada: com apenas 21 milhões de unidades possíveis, a escassez tende a valorizar o ativo no longo prazo;
- Proteção contra inflação: muitos investidores veem o BTC como uma forma de preservação de valor em meio à instabilidade econômica global.
Argumentos contra a compra imediata
- Risco de correção: se a previsão de Cowen e outros especialistas se confirmar, quem comprar agora pode enfrentar perdas de curto prazo;
- Alta volatilidade: o mercado cripto é notoriamente instável, o que pode assustar investidores menos experientes;
- Incertezas regulatórias: países ainda debatem a regulamentação de criptomoedas, o que pode impactar os preços.
Estratégias recomendadas
Para quem deseja investir, uma estratégia interessante pode ser o dólar-cost averaging (DCA), que consiste em comprar pequenas quantidades de Bitcoin de forma periódica, diluindo o risco e reduzindo a exposição a quedas repentinas. Outra opção é aguardar sinais de correção mais fortes antes de acumular.
Concluindo, o futuro do Bitcoin segue envolto em incertezas, com previsões que vão desde altas históricas até quedas de até 70%. Para alguns, isso representa um risco a ser evitado. Já para outros, uma oportunidade de entrada no mercado a preços mais atrativos. O importante é que os investidores estejam preparados para ambos os cenários, adotando estratégias de gestão de risco e mantendo a visão de longo prazo.
Logo, seja qual for a sua escolha, é fundamental acompanhar as análises do mercado e tomar decisões informadas. Em outras palavras, caso você queira entender melhor os ciclos e se preparar para aproveitar as oportunidades, não perca tempo: comece agora mesmo a estudar e investir em Bitcoin de modo consciente e estratégico.

