Recentemente, Google Chrome e Microsoft Edge voltaram ao centro das atenções após a Microsoft emitir um alerta sobre uma campanha de ataques cibernéticos que tem como objetivo roubar senhas, cookies, tokens de autenticação e documentos armazenados nos computadores das vítimas.
Nesse sentido, o malware responsável, conhecido como ACR Stealer, utiliza métodos sofisticados para se infiltrar nos sistemas de forma silenciosa. Isso é algo que dificulta sua detecção por usuários e até mesmo por algumas ferramentas de segurança.
Sendo assim, o crescimento desse tipo de ameaça reforça a necessidade de adotar boas práticas de proteção digital, especialmente para quem utiliza navegadores baseados no Chromium, como por exemplo Google Chrome e Microsoft Edge, tanto em ambientes pessoais quanto corporativos.
O alerta de vírus que rouba senhas em Google Chrome e Microsoft Edge
A Microsoft informou que observou um crescimento significativo na atividade do malware ACR Stealer entre o fim de abril e meados de junho. Vale ressaltar que a ameaça foi identificada por equipes especializadas em segurança digital, que perceberam uma intensificação das campanhas voltadas ao roubo de credenciais e informações sensíveis, atingindo usuários domésticos e ambientes corporativos.
Como o ACR Stealer atua?
Segundo a empresa, os criminosos estão investindo fortemente em técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a executar arquivos maliciosos ou autorizar ações que acabam comprometendo seus próprios computadores.
Diferentemente de ataques tradicionais, que exploram apenas vulnerabilidades técnicas, essa estratégia manipula o comportamento humano para facilitar a infecção e dificultar sua identificação nos primeiros estágios.
Principais dados visados
Entre os principais alvos estão senhas armazenadas em navegadores, tokens de autenticação responsáveis por manter sessões abertas em serviços online, cookies, dados de preenchimento automático e diversos documentos confidenciais pertencentes tanto a usuários quanto a empresas.
Isso se deve ao fato de que, com essas informações, os criminosos podem assumir contas, realizar fraudes financeiras e também acessar sistemas corporativos sem levantar suspeitas imediatas.
Recomendações da Microsoft
Além disso, a Microsoft recomenda que equipes responsáveis pela segurança monitorem atividades incomuns relacionadas ao uso do WebDAV, à execução de comandos PowerShell ocultos e às tentativas de acesso aos diretórios onde navegadores armazenam credenciais.
Paralelamente, a empresa também reforça a importância de manter sistemas operacionais e navegadores atualizados, utilizar autenticação em dois fatores, adotar soluções de proteção com detecção comportamental e treinar colaboradores para reconhecer tentativas de phishing e outras formas de engenharia social.
Tais medidas reduzem significativamente as chances de comprometimento e ajudam a limitar os danos caso uma tentativa de invasão ocorra.

Funcionamento do vírus que rouba senhas em Google Chrome e Microsoft Edge
Uma das principais portas de entrada do ACR Stealer é uma técnica conhecida como ClickFix. Nesse sentido, trata-se de um golpe que explora a confiança do usuário por meio de mensagens falsas exibidas em páginas comprometidas, levando a vítima a executar voluntariamente comandos maliciosos em seu próprio computador.
Como funciona o golpe ClickFix?
Tais sites simulam erros do sistema operacional ou apresentam supostas verificações de segurança. Em muitos casos, o visitante recebe um aviso informando que precisa confirmar que é humano ou corrigir um problema técnico antes de continuar navegando. A aparência dessas mensagens costuma ser bastante convincente, imitando elementos visuais do Windows.
O comando que instala o malware
Na sequência, a página orienta a vítima a copiar um comando e executá-lo no Prompt de Comando (CMD) ou no PowerShell do Windows. O problema é que esse comando não corrige absolutamente nada. Na prática, ele inicia o download e a instalação do ACR Stealer, permitindo que o malware colete informações confidenciais sem que o usuário perceba imediatamente.
Por que esse tipo de ataque preocupa?
Essa técnica demonstra como ataques modernos dependem menos da exploração de falhas técnicas e cada vez mais da manipulação psicológica das vítimas. Ao convencer o usuário a executar comandos por conta própria, os criminosos conseguem contornar parte das barreiras de proteção tradicionais.
Por isso, especialistas recomendam nunca copiar ou executar comandos sugeridos por sites desconhecidos e desconfiar de mensagens que prometem resolver erros ou liberar o acesso a uma página.
Mais detalhes do vírus que rouba senhas em Google Chrome e Microsoft Edge
O ACR Stealer opera dentro de um modelo que é conhecido como Malware as a Service (MaaS), ou seja, “malware como serviço”. Nesse formato, os desenvolvedores da ameaça disponibilizam sua infraestrutura para outros criminosos mediante pagamento.
Tal aspecto amplia significativamente o número de ataques. Adicionalmente, também se considera esse malware como uma evolução do antigo Amatera Stealer, incorporando novos mecanismos para escapar da detecção.
Técnicas avançadas dificultam a identificação
Uma das estratégias utilizadas consiste em aproveitar ferramentas legítimas do próprio Windows para executar códigos maliciosos. Em vez de instalar programas suspeitos, o vírus usa recursos nativos do sistema operacional, como o rundll32.exe, reduzindo as chances de ser bloqueado por antivírus.
Mais um recurso sofisticado envolve o uso de uma técnica que é conhecida como esteganografia. Nesse caso, o código malicioso fica escondido dentro dos pixels de imagens JPEG aparentemente comuns. Quando essas imagens são abertas por ferramentas específicas, o código oculto é extraído diretamente para a memória RAM, sem gerar arquivos suspeitos no disco rígido.
Os criminosos ainda utilizam uma técnica chamada EtherHiding para ocultar o endereço dos servidores responsáveis por receber os dados roubados. Ao invés de utilizar infraestrutura convencional, eles recorrem a redes baseadas em blockchain, tornando muito mais difícil bloquear seus servidores.
O vírus também apaga seus rastros
Depois da infecção, o malware procura dificultar investigações. Sendo assim, entre suas ações estão:
- Exclusão do histórico de comandos executados no PowerShell;
- Alteração das datas de criação e modificação dos arquivos;
- Criação de tarefas agendadas falsas para permanecer ativo após reinicializações;
- Ocultação das atividades realizadas no sistema.
Após a consolidação de sua presença no computador, o ACR Stealer descriptografa e coleta informações armazenadas em navegadores baseados no Chromium, incluindo Google Chrome e Microsoft Edge. Dessa maneira, entre os principais dados roubados estão:
- Senhas armazenadas;
- Cookies de sessão;
- Tokens de autenticação;
- Arquivos PDF;
- Documentos do Microsoft 365;
- Arquivos presentes nas pastas Área de Trabalho e Downloads;
- Dados sincronizados em plataformas como OneDrive e SharePoint.
Como se proteger do vírus que rouba senhas em Google Chrome e Microsoft Edge?
O principal conselho da Microsoft é bastante simples: jamais copie ou execute comandos sugeridos por páginas da internet, independentemente da justificativa apresentada. Mesmo que o site afirme ser necessário corrigir um erro, validar sua identidade ou liberar algum recurso, esse procedimento representa um enorme risco de segurança, pois pode instalar malwares sem que o usuário perceba.
Em conjunto a isso, outras práticas ajudam a reduzir significativamente as chances de infecção. Nesse sentido, entre elas estão: manter o Windows e os navegadores sempre atualizados, utilizar um antivírus confiável, ativar a autenticação em dois fatores sempre que possível, evitar clicar em links enviados por fontes desconhecidas e realizar backups frequentes dos arquivos mais importantes.
Isso se deve ao fato de que, juntas, essas medidas aumentam a proteção contra golpes e reduzem o impacto caso um ataque seja bem-sucedido.
Recomendações para empresas
Dentro de ambientes corporativos, a Microsoft recomenda restringir a execução de ferramentas como PowerShell, Python e mshta.exe quando iniciadas a partir de diretórios graváveis pelos usuários. Essa prática dificulta a execução de scripts maliciosos utilizados por criminosos para instalar ameaças como o ACR Stealer.
Também é aconselhável bloquear domínios recém-criados ou considerados de baixa reputação, já que eles costumam ser utilizados nas fases iniciais desses ataques para distribuir arquivos maliciosos ou redirecionar vítimas para páginas fraudulentas.
Outra recomendação importante é monitorar continuamente eventos suspeitos na rede, adotar políticas de privilégio mínimo e investir em treinamentos de conscientização para que colaboradores reconheçam tentativas de engenharia social antes que elas resultem no comprometimento dos sistemas.
A importância de entender o contexto do vírus que rouba senhas em Google Chrome e Microsoft Edge
O crescimento das campanhas que envolvem o ACR Stealer é algo que evidencia que os ataques cibernéticos estão cada vez mais sofisticados e dependem fortemente da interação humana para obter sucesso. Nesse sentido, em vez de explorar apenas falhas técnicas, os criminosos investem em golpes convincentes que induzem o próprio usuário a executar ações perigosas.
Conscientização é a melhor defesa
Por isso, além de contar com ferramentas de segurança atualizadas, é essencial investir em conscientização digital. Dessa forma, conhecer as principais técnicas utilizadas pelos cibercriminosos permite identificar tentativas de fraude antes que elas causem prejuízos. Já desenvolver hábitos seguros e desconfiar de solicitações incomuns ajuda a proteger dados pessoais e informações corporativas.
Concluindo, Google Chrome e Microsoft Edge permanecem entre os navegadores mais utilizados do mundo, tornando-se alvos frequentes para esse tipo de ameaça. Adotar hábitos seguros durante a navegação é um dos modos mais eficazes de proteger senhas, documentos e informações pessoais contra ataques cada vez mais elaborados.
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*com uso de inteligência artificial

