A Nasa voltou a chamar a atenção internacional para um problema urbano e ambiental extremamente preocupante: o afundamento gradual da Cidade do México. Vale ressaltar que o fenômeno, conhecido como subsidência do solo, já era estudado por especialistas há décadas, mas agora passou a ser monitorado de forma muito mais precisa graças a imagens obtidas por satélite.
Nesse sentido, o novo levantamento da Nasa mostra que partes da capital mexicana continuam afundando em ritmo acelerado. Ou seja, isso é algo que gera impactos diretos na infraestrutura, no abastecimento de água e até mesmo em monumentos históricos da região.
O contexto da Nasa ter apontado que a Cidade do México está afundando
A Cidade do México enfrenta um problema geológico causado pela forma como foi construída. Em outras palavras, grande parte da metrópole está sobre antigos lagos e aquíferos subterrâneos, o que cria uma base instável para uma das cidades mais populosas do mundo.
Como o problema começou
Antes da colonização espanhola, a região abrigava Tenochtitlán, que era capital do Império Asteca. Sendo assim, a cidade foi construída em uma área que é cercada por lagos, fundamentais para agricultura, transporte e defesa.
Com o avanço urbano, drenou-se grande parte desses lagos para permitir a expansão da atual Cidade do México. Apesar de favorecer o crescimento da região, essa mudança criou um grave problema estrutural.
Sedimentos moles e altamente compressíveis formam o solo local. Quando se retira a água subterrânea em excesso, esses materiais se compactam, o que causa o afundamento gradual da superfície.
O peso da urbanização agrava a situação
Além da extração intensa de água subterrânea, o peso da urbanização é responsável por acelerar o processo. Milhões de habitantes, edifícios, avenidas, pontes e sistemas de metrô exercem pressão constante sobre o terreno.
Entre os anos 1990 e 2000, algumas áreas chegaram a registrar afundamentos de cerca de 35 centímetros por ano, um índice que é considerado extremamente elevado para uma região densamente urbanizada.
Os impactos já são visíveis: ruas deformadas, rachaduras em tubulações, necessidade frequente de manutenção estrutural e maior risco de enchentes devido às alterações nos sistemas de drenagem.
O satélite da Nasa conseguiu visualizar o fenômeno
Um satélite da Nasa conseguiu observar o movimento do solo diretamente do espaço. O monitoramento permitiu mapear as áreas mais afetadas e acompanhar a velocidade do afundamento em diferentes regiões da cidade.

Detalhes do apontamento da Nasa sobre a Cidade do México
Para analisar a situação da Cidade do México, a Nasa utilizou o satélite NISAR, que ela desenvolveu em parceria com a agência espacial da Índia. É importante destacar que a criação do equipamento teve o intuito de monitorar alterações na superfície terrestre, incluindo subsidência, deslizamentos e mudanças ambientais.
Como funciona a tecnologia utilizada?
O Nisar utiliza Radar de Abertura Sintética (SAR). Devido a isso, diferentemente de câmeras tradicionais, o sistema envia pulsos de energia em direção à Terra e mede o sinal refletido de volta.
Com esses dados, o satélite consegue detectar pequenas alterações no relevo com alta precisão, identificando movimentos do solo quase imperceptíveis. Paralelamente, outra vantagem é que a tecnologia funciona mesmo com chuva, nuvens ou escuridão, permitindo monitoramento contínuo.
O radar de banda L e sua importância
Segundo Craig Ferguson, gerente adjunto de projetos da NASA em Washington, o radar de banda L oferece vantagens importantes para acompanhar áreas urbanas e regiões cobertas por vegetação.
O comprimento de onda maior permite detectar alterações sutis no solo, inclusive em locais difíceis para outros sensores. A tecnologia também pode ajudar pesquisadores a monitorar regiões costeiras ameaçadas pelo afundamento do solo e pela elevação do nível do mar.
O que o Nisar identificou na Cidade do México
Análises realizadas entre outubro de 2025 e janeiro de 2026 mostraram que algumas áreas da Cidade do México apresentam subsidência superior a 2 centímetros por mês. Nas imagens divulgadas, os pontos mais críticos aparecem destacados em azul.
O lançamento do Nisar
O Nisar foi lançado em julho de 2025 com a missão de acompanhar áreas da Terra que sofrem rápidas transformações geológicas e ambientais. Além do afundamento do solo, o satélite também foi projetado para monitorar movimentações de geleiras, alterações em ecossistemas, crescimento de plantações e impactos relacionados às mudanças climáticas.
Portanto, a expectativa da Nasa é de que o equipamento que usou para esse apontamento se torne uma das ferramentas mais importantes do mundo no processo de observação terrestre durante os próximos anos.
É possível que a Nasa aponte outras coisas sobre a Cidade do México no futuro?
Especialistas acreditam que sim. O monitoramento contínuo que o Nisar realiza poderá revelar novas informações sobre o comportamento geológico da Cidade do México e ajudar cientistas a prever riscos futuros com mais precisão.
O Anjo da Independência virou um símbolo do problema
Um dos exemplos mais conhecidos do afundamento da cidade é o monumento Anjo da Independência, localizado no Paseo de la Reforma. Construído em 1910 para celebrar os 100 anos da independência do México, o monumento possui cerca de 36 metros de altura e se tornou um dos maiores símbolos da capital mexicana.
Com o passar das décadas, o solo ao redor começou a afundar significativamente. Para compensar a diferença de nível, adicionaram-se 14 degraus extras desde sua construção original. O caso mostra como a subsidência deixou de ser apenas uma preocupação científica e passou a fazer parte do cotidiano da população local.
O monitoramento pode gerar novas descobertas
De acordo com David Bekaert, integrante da equipe científica do Nisar, a Cidade do México é apenas um dos primeiros exemplos do potencial da missão. A combinação entre sensoriamento avançado e cobertura global permitirá que cientistas identifiquem padrões semelhantes em diferentes regiões do planeta.
Sendo assim, isso significa que outras cidades poderão ser monitoradas futuramente, especialmente locais que enfrentam retirada excessiva de água subterrânea ou crescimento urbano acelerado.
A possibilidade de previsões mais precisas
Com o acúmulo contínuo de dados, especialistas poderão desenvolver modelos mais eficientes para prever riscos estruturais, enchentes e deformações urbanas. Essas informações podem ajudar governos a tomar decisões preventivas, reduzindo prejuízos econômicos e riscos à população.
Juntamente com isso, o monitoramento constante pode ser responsável por facilitar a criação de políticas públicas com foco na preservação de recursos hídricos e no planejamento urbano sustentável.
A importância de entender esse apontamento da Nasa sobre a Cidade do México
O estudo que a Nasa realizou vai muito além de uma descoberta científica. Paralelamente, ele representa um alerta importante sobre os impactos da urbanização intensa e também da exploração excessiva dos recursos naturais.
O problema afeta milhões de pessoas
A Cidade do México é uma das maiores metrópoles do mundo, com milhões de habitantes vivendo em uma área vulnerável. Quando o solo afunda, toda a infraestrutura urbana sofre consequências.
Redes de água, energia, esgoto e transporte podem ser danificadas progressivamente, gerando altos custos de manutenção. Em conjunto a isso, algumas regiões ficam mais suscetíveis a enchentes e instabilidades estruturais.
A relação entre água subterrânea e sustentabilidade
O caso mexicano evidencia como a retirada excessiva de água subterrânea pode provocar impactos graves e até irreversíveis. Em cidades que dependem fortemente de aquíferos, a gestão inadequada desse recurso pode comprometer a estabilidade do solo e a segurança urbana. Por isso, especialistas reforçam a importância de políticas sustentáveis para o uso da água.
Um alerta para outras megacidades
Especialistas acreditam que outras cidades ao redor do mundo também podem enfrentar problemas semelhantes. Regiões construídas sobre sedimentos frágeis ou com grande crescimento populacional estão entre as mais vulneráveis. O monitoramento contínuo da subsidência se tornou essencial para o planejamento urbano moderno e para a prevenção de crises futuras.
Essa tecnologia da Nasa pode ser usada para outros apontamentos?
Sim. Em outras palavras, a tecnologia que o Nisar utiliza possui aplicações extremamente amplas em diferentes áreas científicas e ambientais.
Monitoramento de desastres naturais
Vale ressaltar que o radar pode acompanhar terremotos, deslizamentos de terra e deformações geológicas. Sendo assim, em alguns casos, pequenas alterações no terreno podem indicar riscos futuros antes mesmo de desastres acontecerem.
Observação das mudanças climáticas
O sistema também consegue monitorar o derretimento de geleiras, mudanças em regiões costeiras e impactos relacionados à elevação do nível do mar. Desse modo, tais informações são fundamentais para estudos climáticos globais.
Agricultura e vegetação
Paralelamente, outra aplicação importante envolve o acompanhamento agrícola e ambiental. Nesse sentido, o radar consegue identificar mudanças na vegetação, níveis de umidade e padrões de cultivo em larga escala.
Planejamento urbano inteligente
Cidades modernas poderão utilizar essa tecnologia no intuito de planejar obras, monitorar estruturas e também evitar construções em áreas vulneráveis.
Resumindo, a Nasa mostrou mais uma vez como a tecnologia espacial pode ajudar a compreender problemas terrestres complexos. O caso da Cidade do México evidencia a necessidade de monitorar recursos naturais, investir em planejamento urbano e acompanhar mudanças ambientais em tempo real. Com satélites cada vez mais avançados, cientistas poderão identificar riscos antes que eles se transformem em crises ainda maiores.
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*com uso de inteligência artificial

