O que é o 6G criado na China? Quais as diferenças para o 5G?

O 6G é a próxima geração de conectividade móvel e promete revolucionar a maneira como lidamos com tecnologia, comunicação e acesso à informação. Em outras palavras, com desenvolvimento inicial na China, ele representa um salto exponencial em comparação ao 5G. Isso se deve ao fato que conta com velocidades de transferência incomparáveis, latência ultrabaixa e aplicações que vão muito além do que conhecemos hoje. 

Logo, neste conteúdo, explicaremos o que é o 6G desenvolvido na China, bem como exploraremos as diferenças desta novidade para o 5G. Em conjunto a isso, iremos listar outros aspectos dela e também apresentar se outros países também estão realizando movimentos para criar tal tecnologia. Por fim, elencaremos algumas lições que podem ser aprendidas com esse contexto.

O que é o 6G desenvolvido na China?

A China tem liderado os esforços em direção à nova geração de conectividade móvel. Em tal sentido, recentemente, a operadora China Mobile, uma das maiores do mundo, realizou um teste histórico com a rede 6G, que surpreendeu a comunidade tecnológica internacional.

Teste com velocidade impressionante

Durante essa demonstração, foi possível baixar um arquivo de 50 GB em apenas 1,4 segundo, um feito que destaca o potencial transformador do 6G. Vale ressaltar que essa demonstração utilizou a primeira rede de teste 6G em pequena escala do mundo, que foi configurada no intuito de avaliar o desempenho em condições reais de operação. Ou seja, o experimento representa um marco importante no desenvolvimento global da tecnologia.

Inovação em infraestrutura

O sucesso do teste deve-se à combinação de múltiplas tecnologias avançadas. Entre elas, estão incluídas: comunicação de onda milimétrica de altíssima frequência, algoritmos de otimização de rede e novas arquiteturas de antenas inteligentes. Sendo assim, a criação de um ambiente de testes eficiente foi essencial para comprovar a viabilidade técnica do 6G, mesmo antes de seu lançamento comercial.

Impactos para a indústria de telecomunicações

A performance que foi alcançada nesse teste é algo que abre caminho para uma nova era na indústria de telecomunicações, com impactos que vão desde o entretenimento até a medicina, passando por setores como automação industrial, cidades inteligentes e veículos autônomos. Desse modo, a China, com esse avanço, reforça sua posição como potência tecnológica global.

Quais as diferenças do 6G para o 5G?

Mesmo que o 5G tenha sido um avanço importante em relação ao 4G, o 6G é uma tecnologia que leva a conectividade a um patamar totalmente novo. Dessa forma, a diferença mais notável está na velocidade de conexão, mas outros aspectos também mostram o salto tecnológico.

Velocidade muito superior

Durante o teste que foi realizado pela China Mobile, o 6G atingiu velocidades de 280 Gbps, o que é 14 vezes mais rápido que a largura de banda teórica máxima do 5G. Em outras palavras, isso significa que, na prática, será possível baixar um filme completo em resolução 4K Blu-ray de duas horas em apenas dois segundos.

Latência ainda menor

Paralelamente, outra diferença crítica é a latência ultrabaixa do 6G, que poderá chegar a 0,1 milissegundo. Em comparação, o 5G apresenta uma latência que é de cerca de 1 milissegundo. Tal melhoria é vital para aplicações que exigem resposta instantânea, como por exemplo cirurgias remotas, realidade aumentada e veículos autônomos.

Capacidade de dispositivos conectados

O 6G deve suportar um número ainda maior de dispositivos conectados simultaneamente, o que poderá facilitar a expansão da Internet das Coisas (IoT) e viabilizar a automação em larga escala tanto em ambientes urbanos quanto em contextos industriais.

Qualidade de sinal e cobertura

Com tecnologias de transmissão por meio de frequências mais altas e técnicas como beamforming avançado, o 6G terá maior capacidade de fornecer sinal de qualidade mesmo em áreas densamente povoadas ou com muitos obstáculos físicos. Sendo assim, essa tecnologia irá superar uma das limitações do 5G.

Outros aspectos do 6G desenvolvido na China

O desenvolvimento do 6G na China não se limita apenas aos testes terrestres. Em adição, o país está investindo fortemente em infraestrutura espacial e em pesquisas avançadas no intuito de tornar essa nova geração de conectividade uma realidade global e estratégica.

Lançamento de satélite 6G

No mês de fevereiro de 2024, a operadora estatal China Mobile lançou o primeiro satélite voltado à tecnologia 6G. Sendo assim, ele opera a uma altitude de 500 quilômetros da superfície terrestre, o que o classifica como um satélite de órbita baixa. 

Desse modo, tal escolha é algo que permite obter maior taxa de transferência de dados, menor latência e resposta mais rápida do que os satélites geossíncronos tradicionais, que orbitam a cerca de 36 mil quilômetros do Planeta Terra.

Vantagens da órbita baixa

Satélites de órbita baixa são essenciais para expandir a cobertura do 6G em escala global, especialmente em regiões de difícil acesso, como por exemplo áreas rurais, montanhosas, desertos e zonas polares. Juntamente com isso, eles funcionam como suporte às redes terrestres, o que ajuda a garantir uma conexão mais estável e ininterrupta.

Investimento bilionário

A China Mobile já investiu 39,1 bilhões de yuans (cerca de 30 bilhões de reais) em pesquisa e desenvolvimento de soluções voltadas ao 6G. Ou seja, esse investimento robusto evidencia a ambição da China de liderar a próxima revolução tecnológica e se consolidar como referência mundial em inovação e conectividade avançada.

Outros países também estão desenvolvendo a tecnologia 6G?

Apesar da liderança da China, a corrida pelo desenvolvimento do 6G está longe de ser unilateral. Em outras palavras, diversos países e gigantes da tecnologia também estão investindo fortemente para garantir sua presença nessa nova era da conectividade. Nesse sentido, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e países da União Europeia estão entre os principais concorrentes globais.

Iniciativas nos Estados Unidos e Europa

Empresas como por exemplo Qualcomm, Apple, Nokia e Ericsson já estão envolvidas em projetos avançados voltados ao 6G. Dessa maneira, tais companhias participam de consórcios internacionais para definição de padrões, realizam testes de campo e desenvolvem protótipos.

Sendo assim, elas visam integrar altas velocidades de transmissão, latência ultrabaixa e consumo energético otimizado. Paralelamente, a colaboração entre universidades, governos e setor privado tem sido algo essencial para acelerar esse processo.

Projeções de lançamento

Especialistas apontam que a implantação comercial em larga escala do 6G deve ocorrer por volta do ano de 2030. No entanto, as primeiras redes-piloto estão previstas para surgir entre 2027 e 2028, principalmente em ambientes corporativos, industriais, militares e de pesquisa avançada.

Situação no Brasil

O Brasil também está se preparando. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que pretende realizar o leilão das faixas de frequência para o 6G em 2026. Porém, a implementação real da rede deve começar por volta do ano de 2032, com foco inicial em centros urbanos e hubs tecnológicos.

Juntamente com a China, há outros governos e instituições investindo no desenvolvimento da tecnologia 6G.
Juntamente com a China, há outros governos e instituições investindo no desenvolvimento da tecnologia 6G. | Foto: DALL-E 3

Lições a aprender com a criação do 6G pela China

A liderança chinesa no desenvolvimento do 6G deixa algumas lições importantes para o restante do mundo. Em outras palavras, o sucesso não veio por acaso, e sim por meio de estratégia, investimento e coordenação entre governo, universidades e setor privado.

Investimento consistente em P&D

A China não esperou o 5G se consolidar para começar a pesquisar o 6G. Por outro lado, desde 2018, o país já estabelecia centros de excelência em telecomunicações, direcionando tanto recursos públicos quanto privados para inovação.

Colaboração entre setores

O ecossistema chinês de inovação no 6G integra pesquisadores, engenheiros, empresários e gestores públicos, criando um ambiente colaborativo capaz de acelerar descobertas e testes. Essa abordagem integrada serve como exemplo para outras nações que desejam competir globalmente.

Visão de longo prazo

O país asiático planejou e executou seu projeto de forma estratégica, mirando o futuro da conectividade e alinhando suas metas de 6G com políticas de transformação digital, educação tecnológica e desenvolvimento industrial. Isso garante que, quando o 6G estiver pronto para o mercado, a China também estará preparada para liderar em aplicações comerciais e sociais da tecnologia.

Foco em infraestrutura e soberania tecnológica

Ao lançar satélites próprios e desenvolver chips e equipamentos de rede localmente, a China também demonstra um foco crescente na autossuficiência tecnológica. Isso é algo que a protege de sanções internacionais e também garante controle sobre sua infraestrutura de dados.

Em resumo, o 6G, desenvolvido inicialmente na China, representa um salto monumental na conectividade móvel. Com velocidades até 14 vezes maiores que o 5G, latência quase nula e uma capacidade impressionante de conectar bilhões de dispositivos simultaneamente, a tecnologia promete transformar setores inteiros da economia e da sociedade. 

Sendo assim, com iniciativas que já estão em andamento em diversos países e o Brasil se preparando para leiloar as frequências necessárias, o futuro do 6G está cada vez mais próximo. Portanto, se você quer se manter atualizado sobre as inovações tecnológicas mais revolucionárias do planeta, acompanhe tudo sobre o 6G e prepare-se para viver a próxima era da conectividade.

Quer saber mais sobre como o 6G vai transformar seu dia a dia? Então, continue acompanhando o tema e fique por dentro das maiores inovações que estão sendo responsáveis por moldar o futuro da comunicação digital!

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