Os óculos da Meta estão novamente no centro das atenções após um vazamento surpreendente que trouxe à tona detalhes inéditos sobre os próximos lançamentos da big tech de Mark Zuckerberg.
Em um vídeo não listado no YouTube (que foi rapidamente removido) a empresa deixou escapar não apenas um novo modelo de óculos inteligentes da Ray-Ban, agora com tela integrada, mas também um par esportivo desenvolvido em parceria com a Oakley.
Sendo assim, o acontecimento reforça a ambição da marca de transformar o mercado de computação vestível e consolidar sua posição na corrida pela realidade aumentada. O destaque, que o site especializado UploadVR revelou, ficou por conta do Ray-Ban Display, um modelo que se diferencia dos antecessores ao incluir um pequeno display em uma das lentes.
Dessa maneira, trata-se de um marco para a empresa, que até então vinha apostando apenas em recursos de áudio e câmera. Agora, ela dá um passo a mais ao introduzir informações visuais diretamente no campo de visão do usuário. Com isso, aproxima-se cada vez mais da visão de futuro defendida pelo CEO da companhia.
Logo, neste conteúdo, exploraremos o vazamento dos óculos da Meta com tela e também explicaremos o funcionamento deles. Além disso, iremos pensar o que os mesmos representam, bem como refletir se é possível que a novidade se popularize. Por fim, discutiremos se vale a pena acompanhar os próximos momentos dela.
O vazamento dos óculos da Meta com tela
Sem querer, a Meta acabou revelando informações cruciais sobre seus projetos em um vídeo que não deveria ter sido visto pelo público. O material mostrava não só a evolução do design dos óculos inteligentes, mas também suas novas funções.
Desse modo, o Ray-Ban Display aparece como um dispositivo sofisticado, com um display monocular posicionado na lente direita, capaz de projetar informações discretamente ao usuário.
Juntamente com ele, o vídeo também apresentava o Oakley Meta Sphaera, um modelo esportivo com design arrojado e voltado para atividades físicas, que possui uma câmera centralizada logo acima do nariz. Essa aposta diversificada indica que a Meta não pretende limitar seus wearables a um único nicho, mas sim explorar diferentes públicos e estilos de vida.
Um novo passo na jornada da realidade aumentada
Esse vazamento ganha ainda mais relevância porque simboliza a continuidade de um projeto de longo prazo da Meta: criar um ecossistema de realidade aumentada. O próprio Zuckerberg já havia afirmado, em diversas ocasiões, que os óculos inteligentes são parte essencial da estratégia da empresa para substituir gradualmente o smartphone como principal meio de conexão digital.
Se antes os Ray-Ban Stories eram apenas uma introdução (com câmeras discretas e integração com redes sociais), agora a adição de uma tela coloca a Meta em uma posição mais próxima de gigantes como Apple, Samsung e até Google. Tais empresas já anunciaram ou trabalham em dispositivos semelhantes.
Como funcionam os óculos da Meta com tela?
O grande diferencial do novo modelo é a presença da tela. De acordo com informações que o site The Verge publicou e o vídeo vazado confirmou, o display ficará localizado na lente direita, funcionando como um monóculo digital. Ele projetará informações básicas no campo de visão do usuário, como mensagens, alertas e outros dados contextuais.
Não é um Vision Pro, mas sim uma alternativa mais sutil
Ao contrário do Apple Vision Pro, que busca ser um computador imersivo para uso prolongado, os óculos da Meta têm uma proposta mais leve e prática. Em outras palavras, a ideia é ser uma extensão dos smartphones, semelhante ao papel que exercem os relógios inteligentes. O foco está em oferecer conveniência e agilidade sem a necessidade de olhar constantemente para a tela do celular.
Controle inovador com pulseira de eletromiografia
Outro detalhe importante é a forma de controle. Nesse sentido, os óculos virão acompanhados de uma pulseira equipada com tecnologia de eletromiografia de superfície (sEMG), capaz de interpretar sinais elétricos dos músculos do braço. Isso significa que, com simples movimentos sutis dos dedos ou da mão, o usuário poderá navegar pela interface dos óculos sem precisar de toques visíveis ou comandos de voz.
Esse recurso já havia sido discutido em artigos científicos publicados por pesquisadores da Meta, inclusive na revista Nature em julho deste ano. O vídeo mostra um usuário respondendo a uma mensagem apenas deslizando os dedos em uma superfície invisível, o que sugere uma experiência futurista e intuitiva.
O Oakley Meta Sphaera e a aposta no esporte
Paralelamente, o Oakley Meta Sphaera reforça o interesse da empresa em diversificar o mercado. Com visual esportivo, o modelo inclui uma câmera posicionada sobre o nariz. Isso pode ser útil para registrar treinos, passeios de bicicleta ou até esportes radicais.
Esse movimento também coloca a Meta em concorrência com empresas que já vinham investindo em óculos inteligentes voltados para esportistas. Ou seja, mostra que a empresa não quer perder espaço em nenhum segmento promissor do setor.
O que os óculos da Meta com tela representam?
O lançamento sinaliza a continuidade da parceria entre a Meta e a EssilorLuxottica, dona da marca Ray-Ban. Essa colaboração foi anunciada no ano de 2020 e já havia dado origem aos Ray-Ban Stories em 2021, seguidos por uma versão aprimorada em 2023. No entanto, até então, nenhum dos modelos possuía tela.
Negociações e investimentos estratégicos
Segundo informações do UploadVR, a introdução da tela só foi possível graças a um investimento bilionário. A Meta desembolsou cerca de 3 bilhões de euros para adquirir uma participação de 3% na EssilorLuxottica. Essa manobra financeira fortaleceu a parceria e garantiu à big tech mais influência para manter a Ray-Ban como marca associada ao seu produto mais ambicioso até hoje.
A importância do Meta Connect
Ambos os modelos, tanto o Ray-Ban Display quanto o Oakley Sphaera, devem ser oficialmente apresentados durante o Meta Connect. O evento está marcado para os dias 17 e 18 de setembro de 2025.
Vale ressaltar que o encontro é aguardado com grande expectativa, já que promete trazer mais detalhes sobre os planos da empresa no campo da realidade aumentada e da Inteligência Artificial. Se confirmados, os anúncios poderão marcar um divisor de águas para o mercado de dispositivos vestíveis, colocando a Meta em uma posição ainda mais competitiva.
É possível que os óculos da Meta com tela se popularizem?
A grande questão que surge após o vazamento é se o público realmente adotará os óculos da Meta com tela como parte do dia a dia.
O desafio da aceitação do consumidor
Historicamente, dispositivos como por exemplo o Google Glass enfrentaram dificuldades em conquistar os consumidores, seja pelo design pouco atraente ou pelo preço elevado. No entanto, a parceria da Meta com a Ray-Ban oferece uma vantagem estética significativa.
Isso ocorre já que a marca é reconhecida mundialmente pelo design clássico e elegante de seus óculos. Em conjunto a isso, a integração com recursos úteis, como notificações rápidas e interação com mensagens, pode atrair consumidores que buscam praticidade sem abrir mão do estilo.
O fator preço e acessibilidade
Outro ponto crucial será o preço. Se a Meta conseguir manter os óculos em uma faixa acessível, talvez próxima à dos smartphones intermediários ou dos relógios inteligentes de última geração, as chances de popularização aumentam. Caso contrário, pode se tornar um dispositivo de nicho, limitado a entusiastas de tecnologia.

Vale a pena acompanhar os próximos momentos dos óculos com tela da Meta?
Sem dúvida, o futuro dos óculos inteligentes será definido nos próximos anos. Em tal sentido, a Meta já deixou claro que pretende liderar essa revolução, e o vazamento apenas acelerou a curiosidade em torno de seus planos.
A corrida com Apple, Samsung e outras gigantes
Além da Meta, rumores apontam que a Samsung trabalha em um modelo de óculos com sistema Android XR, previsto para 2026. Por sua vez, a Apple já lançou o Vision Pro, ainda que com proposta e público distintos. Esse cenário mostra que as principais gigantes da tecnologia veem potencial nesse mercado e não pretendem ficar de fora.
Aposta de longo prazo
Acompanhando a evolução dos óculos da Meta, fica evidente que a empresa está disposta a investir pesadamente para transformar sua visão em realidade. Ou seja, mais do que apenas acessórios, eles representam a próxima etapa de uma mudança cultural e tecnológica, em que as telas tradicionais poderão ser gradualmente substituídas por interfaces mais discretas e integradas ao cotidiano.
Em última análise, o vazamento dos novos óculos da Meta com tela trouxe à tona um vislumbre do futuro que a empresa planeja para a computação vestível. Com a combinação de design sofisticado, tecnologia inovadora e controle intuitivo por gestos, a big tech de Mark Zuckerberg parece estar pronta para disputar espaço em um mercado que promete ser um dos mais revolucionários da próxima década.
Portanto, seja você um entusiasta de tecnologia ou apenas um curioso sobre o futuro da interação digital, vale a pena acompanhar de perto os próximos anúncios oficiais da empresa. Afinal, os óculos da Meta com tela podem representar um divisor de águas na forma como as pessoas se conectam ao mundo.

