A OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgou nesta semana um dado alarmante: mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem atualmente com algum tipo de transtorno mental, incluindo quadros de ansiedade e depressão.
Sendo assim, essa revelação reforça a gravidade da saúde mental como uma das maiores questões globais da atualidade, afetando pessoas de todas as idades, gêneros e classes sociais.
Desse modo, ao reconhecer que os transtornos de saúde mental são a segunda maior causa de incapacidade de longo prazo, a instituição acende um alerta para governos, profissionais de saúde e a sociedade em geral sobre a urgência de se adotar políticas e práticas que garantam acesso adequado ao cuidado psicológico e psiquiátrico.
Logo, neste texto, iremos entender o apontamento da OMS de que 1 bilhão de pessoas têm transtornos mentais e também explorar o que ele indica. Em conjunto a isso, pensaremos sobre os impactos do mesmo, bem como refletiremos sobre possíveis ações em relação a esse dado. Por fim, iremos elencar algumas lições que podem ser aprendidas com ele.
Entenda o apontamento da OMS de que 1 bilhão de pessoas têm transtornos mentais
Na última terça-feira (2 de setembro de 2025), a Organização Mundial da Saúde publicou um relatório que trouxe um alerta global: cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo convivem atualmente com algum tipo de transtorno mental.
Dessa forma, tal número expressivo inclui condições como por exemplo depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, transtornos alimentares e diversas outras síndromes que impactam significativamente a qualidade de vida dos indivíduos e seus círculos sociais.
Transtornos mentais mais comuns
Segundo a OMS, os diagnósticos mais recorrentes são depressão e ansiedade. Essas condições, além de gerarem sofrimento emocional, afetam diretamente a capacidade das pessoas de manterem rotinas de trabalho, estudo e convivência. Muitas vezes, iniciam de maneira silenciosa, passando despercebidas até se tornarem quadros graves e incapacitantes.
Prevalência em diferentes populações
O relatório aponta que os transtornos de saúde mental não fazem distinção geográfica ou social: atingem homens e mulheres, jovens e idosos, em países ricos ou em nações em desenvolvimento. Contudo, há padrões marcados por desigualdade.
Mulheres apresentam maiores índices de depressão e ansiedade, enquanto os homens, por outro lado, figuram em maior proporção nas estatísticas de suicídio. Em adição, crianças e adolescentes também foram destacados como um grupo vulnerável, sobretudo diante de pressões sociais, uso excessivo de tecnologia e falta de acesso a serviços adequados de saúde mental.
Consequências globais
Para a Organização Mundial da Saúde, a saúde mental deve ser entendida não apenas como uma questão individual, mas coletiva. Isso se deve ao fato de que os impactos dos transtornos mentais se estendem à sociedade. Ou seja, eles influenciam índices de produtividade, relações sociais, desenvolvimento econômico e até mesmo segurança pública.
O que esse apontamento da OMS indica?
Os números divulgados pela OMS indicam não apenas a dimensão do problema da saúde mental, mas também revelam como ele se distribui de modo desigual em diferentes regiões e grupos sociais ao redor do mundo.
Questão de gênero e vulnerabilidade
Como dissemos, a Organização Mundial da Saúde enfatiza que as mulheres são desproporcionalmente mais afetadas por transtornos mentais, principalmente por quadros de ansiedade e depressão.
Essa desigualdade é resultado de uma combinação de fatores biológicos, sociais e econômicos. Situações como por exemplo a violência doméstica, a sobrecarga de responsabilidades familiares e a desigualdade de oportunidades de trabalho e renda contribuem de maneira significativa para o aumento da vulnerabilidade feminina.
O desafio do suicídio
Outro dado alarmante destacado pela OMS é o relacionado ao suicídio. Somente em 2021, aproximadamente 721 mil pessoas tiraram a própria vida em todo o planeta. Entre jovens e adolescentes, o suicídio já figura como uma das principais causas de morte, independentemente do nível socioeconômico.
Tal cenário, segundo a instituição, é reflexo da ausência de políticas públicas eficazes de prevenção, do acesso limitado a serviços de saúde mental e do estigma persistente que ainda envolve o tema, dificultando a busca por ajuda.
Desafio para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Um dos compromissos globais assumidos pela ONU é reduzir em um terço as taxas de suicídio até 2030. No entanto, a Organização Mundial da Saúde alerta que, no ritmo atual, a redução alcançará apenas 12%.
Sendo assim, esse dado evidencia a urgência de intensificar estratégias, ampliar investimentos e promover maior colaboração internacional para enfrentar esse grave desafio de saúde pública.
Impactos do apontamento da OMS
Juntamente com o sofrimento humano causado pelos transtornos mentais, os impactos econômicos e sociais assumem proporções gigantescas e preocupantes. Nesse sentido, a OMS destaca que o problema vai muito além do âmbito individual, refletindo diretamente no desenvolvimento de comunidades e países inteiros.
Custos diretos e indiretos
De acordo com o relatório, a depressão e a ansiedade, juntas, geram um custo estimado de 1 trilhão de dólares por ano para a economia global. Tal valor inclui gastos diretos com tratamentos médicos, consultas e medicamentos.
Em conjunto a isso, temos os custos indiretos, que estão relacionados principalmente à perda de produtividade no ambiente de trabalho. Isso se deve ao fato de que pessoas que sofrem desses transtornos muitas vezes apresentam maior absenteísmo, dificuldade de concentração e redução no desempenho profissional.
Efeitos em comunidades e países
Nos países em desenvolvimento, a situação é ainda mais crítica. Os sistemas de saúde, frequentemente frágeis, não oferecem suporte adequado para atender a demanda crescente. Isso aprofunda a desigualdade social, já que apenas uma parte da população consegue ter acesso a terapias e tratamentos especializados.
Necessidade de investimento
A Organização Mundial da Saúde reforça que investir em saúde mental não é apenas uma questão humanitária, mas também econômica. Dessa forma, a cada dólar investido em tratamento adequado para a depressão e a ansiedade, estima-se um retorno de quatro dólares em produtividade e bem-estar social.

Possíveis ações em relação ao apontamento da OMS
Diante da gravidade da situação global, a OMS reforça a necessidade de união entre governos, empresas e sociedade civil para enfrentar a crescente crise de saúde mental. A entidade alerta que os impactos já são visíveis tanto no bem-estar individual quanto no desenvolvimento econômico e social dos países.
A fala do diretor-geral
Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública. Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar.”
Ações governamentais
O relatório da Organização Mundial da Saúde propõe medidas concretas que podem gerar resultados duradouros. Entre elas estão o aumento do financiamento para hospitais, clínicas especializadas e programas comunitários; a integração da saúde mental na atenção primária.
Isso é algo que pode garantir que o cuidado psicológico esteja disponível desde o primeiro contato do paciente com o sistema de saúde; e o treinamento de profissionais da saúde e da educação para identificar sinais precoces de transtornos mentais e encaminhar adequadamente os casos.
Combate ao estigma
Outro ponto central é o enfrentamento ao estigma. Campanhas públicas de conscientização podem incentivar a busca por ajuda, reduzir preconceitos e criar ambientes que sejam mais acolhedores, onde falar sobre saúde mental seja visto como parte essencial do cuidado humano.
Lições a aprender com o apontamento da OMS
O relatório da OMS deixa claro que a saúde mental precisa ser encarada como prioridade absoluta.
Saúde mental como direito humano
O cuidado psicológico não pode ser visto como um privilégio, mas sim como um direito básico. Em outras palavras, garantir acesso a serviços de saúde mental é essencial para promover a dignidade humana e assegurar sociedades mais equilibradas.
Necessidade de colaboração global
Nenhum país pode resolver essa crise de forma isolada. Dessa maneira, é preciso colaboração multissetorial que envolva governos, ONGs, setor privado e comunidades locais. Somente assim será possível reduzir os índices de transtornos mentais e prevenir suas consequências mais graves.
Educação e prevenção
Outro ponto fundamental é a educação em saúde mental. Ensinar crianças e jovens sobre autocuidado, gestão de emoções e importância de buscar ajuda pode reduzir drasticamente os casos de sofrimento psíquico futuro.
Uso da tecnologia
Aplicativos de apoio psicológico, telemedicina e Inteligência Artificial podem desempenhar um papel importante na democratização do acesso ao cuidado, principalmente em regiões remotas e carentes.
Em suma, o relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde expõe um dado que não pode ser ignorado: 1 bilhão de pessoas em todo o mundo sofrem com algum tipo de transtorno mental. A organização alerta para a urgência de ações concretas que envolvam governos, comunidades e indivíduos.
Isso se deve ao fato de que a saúde mental é um fator central para a qualidade de vida e para o desenvolvimento econômico. Dessa forma, investir em prevenção, tratamento, combate ao estigma e políticas públicas é um caminho indispensável para reverter esse quadro.
Portanto, se você quer se aprofundar sobre esse tema e acompanhar as atualizações da OMS sobre saúde mental, continue acompanhando o tema e ajude a conscientizar mais pessoas sobre a importância da saúde mental no mundo!

