Resident Evil Requiem: início de uma nova história, 30 anos depois

Resident Evil Requiem marca um novo capítulo em uma das franquias de terror mais icônicas dos videogames. Nesse sentido, o jogo revisita origens e cenários clássicos, apresenta uma nova protagonista e uma jornada inédita. Enquanto isso, ele inaugura as comemorações de 30 anos da série, corroborando a força e a evolução do legado survival horror.

Logo, neste texto, exploraremos o lançamento de Resident Evil Requiem e também falaremos sobre a história dos games da franquia. Além disso, iremos apresentar os detalhes já anunciados do novo jogo, bem como pensar sobre a importância de uma novidade como essa. Finalmente, discutiremos se vale a pena acompanhar os próximos momentos dela.

O lançamento de Resident Evil Requiem

O lançamento de Resident Evil Requiem, previsto para o ano que vem, marca o início de uma nova geração da franquia de terror de sobrevivência na Epic Games Store. Juntamente com isso, representa um passo simbólico nas celebrações pelos 30 anos da série, que originalmente estreou no PlayStation em 22 de março de 1996, redefinindo o que os jogadores compreendiam como horror interativo.

Desde o início, Resident Evil conquistou fama por apostar em uma narrativa ousada, cheia de reviravoltas, segredos, corrupções corporativas e experimentos biológicos que beiram o absurdo, mas sempre de um jeito envolvente.

Agora, dizem que Resident Evil Requiem foi concebido como um novo ponto de partida, acessível tanto para veteranos quanto para novos jogadores. Dessa maneira, a proposta combina o melhor dos elementos clássicos com a introdução de uma nova protagonista em uma história inédita que amplia o entendimento do universo.

Vale ressaltar que a data oficial de chegada à Epic Games Store será no dia 27 de fevereiro de 2026. Quem optar pela compra antecipada também recebe recompensas exclusivas: o traje especial da protagonista Grace, além de itens bônus no Fortnite, fruto de uma parceria que reforça o impacto cultural que a franquia sempre teve.

A história da franquia antes de Resident Evil Requiem

O universo de Resident Evil se parece bastante com o nosso, mas possui países, cidades e organizações próprias. A grande diferença (e o ponto inicial de sua tragédia) é a presença da Umbrella Corporation, uma gigante farmacêutica fundada nos anos 1960 nos Estados Unidos. 

Com o tempo, a empresa se espalhou pelo mundo, com produtos comuns como shampoo, analgésicos e até macarrão instantâneo presentes em milhões de casas. Mas todo esse portfólio era apenas fachada. A Umbrella tinha outros interesses muito mais sombrios.

A origem da Umbrella e o Progenitor

Os fundadores da empresa (Ozwell Spencer, Edward Ashford e James Marcus) eram herdeiros bilionários que viam na pesquisa biológica uma forma de poder absoluto. Nos anos 60, Marcus e Spencer encontraram um vírus misterioso em uma região remota da África Ocidental, batizando-o de Progenitor.

Marcus descobriu logo que o Progenitor podia reanimar células mortas, criando criaturas meio-vivas: os primeiros conceitos do que futuramente seriam zumbis. Obcecado, ele via no vírus uma possibilidade científica sem limites. 

Spencer, por outro lado, enxergou ali um caminho para enriquecer ainda mais e, principalmente, uma oportunidade de “evoluir” a humanidade artificialmente, tornando-se ele próprio o deus desse novo mundo. Nenhum deles se importava com ética. As pesquisas envolviam experimentos com humanos, altíssimas taxas de mortalidade e projetos cada vez mais cruéis.

O T-Vírus e a escalada do terror

As pesquisas de Marcus levaram ao desenvolvimento do T-Vírus, uma variante mais estável e controlável do Progenitor. O T-Vírus seria responsável por praticamente todos os zumbis e monstros que os jogadores enfrentaram ao longo dos últimos 30 anos.

Com medo de suas ambições, Spencer mandou assassinar Marcus em 1978. Ashford havia morrido ainda antes, em 1968. Assim, Spencer se tornou o único fundador restante, e o líder incontestável da Umbrella.

Nas décadas seguintes, a empresa abriu laboratórios pelo mundo inteiro, muitos dedicados especificamente à criação de armas biológicas. Criaturas como os famosos Caçadores, monstros reptilianos criados sob medida, passaram a ser desenvolvidas e vendidas secretamente como ferramentas de guerra.

O laboratório de Arklay e o início do desastre

Um dos laboratórios mais importantes ficava nas Montanhas Arklay, perto da fictícia Raccoon City. Com forte influência na cidade, a Umbrella financiava obras, infraestrutura e empregava boa parte da população.

Mas em maio de 1998, tudo mudou. Um vazamento do T-Vírus no laboratório matou toda a equipe de pesquisa e liberou dezenas de criaturas na floresta, incluindo os cães mutantes conhecidos como Cerberus. Após esses cães atacarem turistas, o esquadrão STARS foi enviado para investigar. 

Eles descobriram a ligação direta da Umbrella com os experimentos… e também o fato de que seu próprio comandante trabalhava secretamente para a corporação. Diante da conspiração, os membros sobreviventes deixaram a equipe para investigar por conta própria. Mas já era tarde. O T-Vírus havia se espalhado rapidamente pela floresta e chegado à cidade.

O G-Vírus e o colapso total de Raccoon City

Enquanto isso, o cientista William Birkin trabalhava no G-Vírus, sua obra-prima. Mas antes que pudesse controlar sua criação, mercenários enviados pela Umbrella o atacaram para roubar os frascos. 

Baleado, Birkin se injetou com o vírus e se transformou em uma criatura monstruosa. Ao perseguir seus atacantes, ele quebrou amostras do T-Vírus no sistema de esgoto de Raccoon City, o que espalhou a infecção para ratos e, em poucas horas, para milhares de pessoas.

O surto tomou conta da cidade entre 22 de setembro e 1º de outubro de 1998. A polícia colapsou, unidades militares foram massacradas e mutações surgiram por todos os lados. Restou ao governo dos EUA autorizar um ataque de mísseis, destruindo completamente Raccoon City.

Dos cerca de 100 mil habitantes, menos de 50 sobreviveram oficialmente. Uma delas foi Alyssa Ashcroft, jornalista local que, de forma inesperada, teria grande importância décadas depois, especialmente no enredo de Resident Evil Requiem.

Detalhes já anunciados sobre Resident Evil Requiem

Muito pouco se sabe sobre Alyssa após o desastre. Em Resident Evil Outbreak e sua continuação, ela escapou da cidade e depois escreveu um livro sobre sua experiência. Anos mais tarde, uma referência no início de Resident Evil 7 revelou que ela ainda atuava como jornalista investigativa.

Confirmou-se que Alyssa teve uma filha, chamada Grace, e que é justamente ela a protagonista de Resident Evil Requiem. O jogo acontece 30 anos após a queda de Raccoon City, e Grace está em uma jornada pessoal para descobrir quem assassinou sua mãe oito anos antes dos eventos da campanha.

A volta à cratera de Raccoon City

Traileres iniciais mostram que os jogadores retornarão ao local onde a cidade existiu, agora reduzida a uma imensa cratera causada pelo bombardeio. As ruínas expostas revelam partes da antiga delegacia, túneis, escombros de prédios icônicos e indícios de instalações subterrâneas.

Há pistas de que uma organização não identificada possa ter construído laboratórios secretos dentro da cratera, seguindo ideias que antes só apareciam em finais alternativos de Outbreak.

Para aumentar o mistério, o logotipo da Umbrella Corporation aparece em algumas cenas, sugerindo que Grace talvez enfrente remanescentes da corporação, facções que herdaram seus experimentos ou novos grupos tentando replicar o legado da bioengenharia.

Uma volta às origens no aniversário de 30 anos

Os últimos 20 anos da saga exploraram inúmeras outras infecções, parasitas e bioarmas, deixando o T-Vírus quase como um capítulo encerrado dentro da cronologia. Porém, para celebrar o aniversário de 30 anos, Requiem parece decidido a revisitar as raízes da série: a corrupção, o horror corporal, o legado da Umbrella e as investigações jornalísticas que já marcaram o universo antes.

Grace funciona como um novo ponto de vista que não depende do passado, mas que ainda conversa com ele. Sua motivação pessoal promete trazer um clima de suspense emocional, algo que se alinha ao estilo mais intimista adotado pelos jogos recentes.

A importância de um lançamento como Resident Evil Requiem

A Capcom tenta, com Resident Evil Requiem, equilibrar mistério, emoção, nostalgia e renovação. Sendo assim, é um lançamento que não depende de personagens clássicos, mas usa acontecimentos antigos como base para contar uma história nova. Desse modo, tal equilíbrio é crucial, pois permite que a franquia avance sem se desconectar do que a tornou icônica.

Expansão do universo

O foco em Grace é algo que abre espaço para novos capítulos, novos antagonistas e novas regiões. Voltar a Raccoon City, mesmo em ruínas, é simbólico. Representa um retorno às origens, mas também uma possibilidade narrativa: o que mais pode estar enterrado sob uma cidade que foi palco de alguns dos experimentos biológicos mais perigosos da história fictícia dos videogames?

Resident Evil Requiem será um dos lançamentos mais importantes dos últimos anos.
Resident Evil Requiem será um dos lançamentos mais importantes dos últimos anos. | Foto: DALL-E 3

Vale a pena acompanhar os próximos momentos de Resident Evil Requiem?

Sim, e muito. Resident Evil Requiem tem potencial para se tornar um dos capítulos mais marcantes da franquia. Não apenas por seu papel comemorativo, mas porque cria um ponto de entrada ideal para novos jogadores. A conexão com Alyssa e com a história da Umbrella garante profundidade, enquanto a jornada de Grace promete trazer novidades em gameplay, ambientação e narrativa.

Resumindo, em um momento em que o survival horror vive um renascimento, títulos como por exemplo Resident Evil Requiem têm um impacto cultural ainda maior. A mistura entre memória afetiva e inovação pode colocá-lo lado a lado com os clássicos da série.

*com uso de Inteligência Artificial

Artigos recentes