Robôs humanoides têm explosão de vendas pelo mundo

Os robôs humanoides deixaram de ser apenas uma promessa futurista retratada em filmes e séries para se tornarem um produto real, com vendas crescendo de forma acelerada em diversos países. 

Em outras palavras, durante os últimos anos, avanços em Inteligência Artificial, sensores, atuadores e baterias foram responsáveis por criar as condições ideais para que essas máquinas ganhassem escala comercial. 

Sendo assim, no ano de 2025, esse movimento ficou ainda mais evidente. Nesse sentido, constataram-se números que chamaram a atenção de analistas, investidores e governos, o que marca uma nova fase para o mercado global de tecnologia.

A explosão de vendas de robôs humanoides pelo mundo

As vendas globais de robôs humanoides deram um salto expressivo em 2025. De acordo com dados da consultoria Omdia, as remessas desse tipo de equipamento quase quintuplicaram em relação ao ano anterior.

Com isso, ultrapassaram a marca de 13 mil unidades enviadas ao redor do mundo. Vale ressaltar que, embora o número ainda seja modesto quando comparado a mercados consolidados, como por exemplo smartphones ou computadores, o ritmo de crescimento impressiona e também sinaliza uma mudança estrutural na indústria de automação.

Crescimento acelerado, mas mercado ainda em formação

O dado mais relevante não está apenas no volume absoluto, mas na velocidade com que o setor evoluiu em apenas um ano. Em outras palavras, um crescimento de quase cinco vezes em um mercado de hardware complexo é algo que indica que as barreiras técnicas e financeiras começam a ser superadas. 

Ainda assim, especialistas ressaltam que os robôs humanoides permanecem em uma fase inicial de adoção, com aplicações concentradas em testes industriais, centros de pesquisa, logística, atendimento e demonstrações comerciais.

A liderança chinesa no avanço global

Grande parte desse crescimento esteve concentrada na China, que dominou tanto a produção quanto a distribuição dos robôs humanoides em 2025. Nesse sentido, um ponto de atenção é que empresas chinesas ocuparam seis das dez primeiras posições no ranking global de fabricantes.

Com isso, elas deixaram concorrentes dos Estados Unidos, como por exemplo Tesla, Figure AI e Agility Robotics, com participação residual em volume. Ou seja, esse domínio reflete uma combinação de escala industrial, custos reduzidos e forte alinhamento entre setor privado e políticas públicas.

Houve um grande aumento das vendas de robôs humanoides ao redor de todo o mundo.
Houve um grande aumento das vendas de robôs humanoides ao redor de todo o mundo. | Foto: DALL-E 3

Mais dados sobre as vendas de robôs humanoides pelo mundo

Ao analisar os números de forma mais detalhada, fica ainda mais claro como a liderança chinesa se consolidou no mercado de robôs humanoides. Nesse sentido, algumas empresas despontaram como protagonistas absolutas, respondendo por uma parcela significativa das remessas globais no período analisado.

AgiBot e Unitree dominam o mercado

A startup AgiBot, sediada em Xangai, liderou o ranking ao enviar 5.168 robôs humanoides em 2025, o que representa cerca de 38% de todo o mercado mundial. Logo atrás aparece a Unitree Robotics, de Hangzhou, que distribuiu aproximadamente 4.200 unidades, alcançando uma participação de 32%. Juntas, essas duas empresas foram responsáveis por mais de dois terços de todos os robôs humanoides vendidos no planeta naquele ano.

Outros nomes fortes da indústria chinesa

Na terceira posição ficou a UBTech Robotics, de Shenzhen, com cerca de mil unidades enviadas. Outras empresas chinesas, como por exemplo Leju Robotics, Engine AI e Fourier Intelligence, completaram as posições seguintes do ranking. 

Ou seja, esse conjunto de fabricantes reforça a vantagem competitiva da China em termos de escala produtiva, velocidade de comercialização e capacidade de transformar protótipos em produtos viáveis em pouco tempo.

Projeções ambiciosas para a próxima década

De acordo com a Omdia, as remessas globais de robôs humanoides cresceram quase 480% em 2025. A consultoria projeta que esse número pode alcançar impressionantes 2,6 milhões de unidades até 2035. Caso essa estimativa se confirme, o mercado deixará de ser um nicho experimental para se tornar um segmento relevante da economia global, o que irá impactar setores como indústria, serviços, saúde, educação e até mesmo o uso doméstico.

Pontos de atenção sobre as vendas de robôs humanoides pelo mundo

Apesar do crescimento acelerado e da liderança chinesa, o cenário global de robôs humanoides também revela desafios importantes e diferenças significativas entre os principais polos tecnológicos do mundo.

Desempenho modesto de empresas americanas

Enquanto a China avançou rapidamente, empresas americanas tiveram desempenho bastante discreto em volume. A Tesla, por exemplo, enviou apenas cerca de 150 unidades de robôs humanoides, o equivalente a aproximadamente 1% do mercado global. Figure AI e Agility Robotics também ficaram na casa das 150 unidades cada, números que contrastam fortemente com os milhares de robôs enviados pelos líderes chineses.

O papel das políticas públicas e da estratégia nacional

Analistas apontam que essa diferença está diretamente ligada a uma combinação de políticas públicas favoráveis, investimentos estatais e privados e uma infraestrutura industrial já preparada para escalar a produção. 

Na China, a chamada “inteligência incorporada” (ramo da Inteligência Artificial aplicada a corpos físicos) foi classificada pelo governo como um setor estratégico. Essa decisão impulsionou o desenvolvimento local, facilitando acesso a financiamento, incentivos fiscais e parcerias com universidades e centros de pesquisa.

Preço como fator decisivo de competitividade

Outro ponto crucial está no preço. Em outras palavras, a Unitree oferece modelos básicos de robôs humanoides por cerca de 6 mil dólares (aproximadamente 32 mil reais), enquanto a AgiBot comercializa versões simplificadas por cerca de 14 mil dólares (em torno de 76 mil reais). 

Vale ressaltar que, em comparação, Elon Musk já estimou que o Optimus, robô humanoide da Tesla, deve custar entre 20 e 30 mil dólares (cerca de 108 a 162 mil reais), ainda sem produção em larga escala. Essa diferença torna os produtos chineses muito mais acessíveis para empresas que desejam testar ou implementar a tecnologia.

É possível que as vendas de robôs humanoides pelo mundo continuem crescendo no futuro?

Mesmo com números impressionantes, o próprio relatório da Omdia ressalta que o mercado de robôs humanoides ainda é pequeno em termos absolutos quando comparado a outros segmentos da automação e da robótica industrial. 

Longe de representar uma limitação, esse cenário é interpretado pelos analistas como um forte indicativo de potencial de crescimento ao longo das próximas décadas. Em outras palavras, dentro de mercados emergentes, a fase inicial costuma ser marcada por volumes modestos, seguidos por uma aceleração significativa à medida que a tecnologia amadurece e se torna mais acessível.

Aplicações práticas de robôs humanoides devem impulsionar a demanda

À medida que os robôs humanoides se tornam mais confiáveis, autônomos e economicamente viáveis, novas aplicações práticas tendem a ganhar espaço. Nesse sentido, indústrias podem utilizá-los em tarefas repetitivas, insalubres ou perigosas, reduzindo riscos para trabalhadores humanos. 

Já empresas de logística e comércio eletrônico podem empregar robôs humanoides em centros de distribuição e armazéns. Com isso, há a possibilidade de otimizar processos e aumentar a eficiência operacional. 

No setor de saúde, hospitais e clínicas podem contar com esse tipo de robô para apoio em atividades administrativas, transporte de materiais e assistência básica. Por fim, no ambiente doméstico, versões mais simples podem auxiliar em tarefas cotidianas, especialmente no cuidado com idosos.

Evolução tecnológica como motor do crescimento

O avanço constante da Inteligência Artificial generativa, da visão computacional e dos sistemas de controle robótico tende a tornar os robôs humanoides mais adaptáveis, inteligentes e eficientes. 

Sendo assim, essa evolução melhora o custo-benefício da tecnologia, desperta o interesse de novos compradores e acelera a adoção em escala global. Ou seja, isso é algo que consolida o segmento como um dos mais promissores da próxima onda tecnológica.

Lições a aprender com a explosão de vendas de robôs humanoides pelo mundo

A explosão de vendas de robôs humanoides pelo mundo deixa lições importantes para governos, empresas e investidores. Em primeiro lugar, a principal delas é que inovação tecnológica não depende apenas de boas ideias, mas de um ecossistema completo, capaz de transformar pesquisa em produtos acessíveis e escaláveis.

Estratégia, escala e preço fazem a diferença

O caso chinês mostra com clareza que estratégia nacional bem definida, grande escala industrial e preços competitivos são elementos-chave no processo de dominar mercados emergentes. 

Em outras palavras, o apoio estatal à indústria, aliado à capacidade de produção em massa, permite reduzir custos e acelerar a adoção. Já o cenário americano indica que, mesmo com tecnologia de ponta e forte capacidade de inovação, a ausência de produção em larga escala e os custos elevados podem atrasar a liderança comercial e a popularização dos produtos.

Um mercado que ainda vai surpreender

Com projeções de milhões de unidades vendidas nos próximos anos, tudo indica que os robôs humanoides terão um papel cada vez mais relevante na economia e no cotidiano das pessoas. Sendo assim, empresas que entrarem cedo nesse mercado podem colher vantagens competitivas significativas, enquanto consumidores devem acompanhar uma rápida evolução em capacidades e preços.

Em última análise, os robôs humanoides estão apenas no começo de sua trajetória comercial, mas a explosão de vendas registrada recentemente sugere que essa tecnologia veio para ficar. 

Se você quer entender melhor como os robôs humanoides estão transformando o mundo e acompanhar de perto essa revolução, continue explorando conteúdos sobre eles e descubra as oportunidades que essa inovação pode trazer!

*com uso de Inteligência Artificial

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