A Starlink está prestes a alcançar um marco histórico no setor de telecomunicações: a expectativa é que o serviço de conectividade móvel via satélite atinja 25 milhões de usuários até o fim de 2026.
Nesse sentido, a projeção reforça a consolidação da empresa no segmento de comunicação direta entre satélite e celular (direct-to-device, ou D2D) e evidencia a rápida expansão de um modelo que promete complementar, e em alguns casos até substituir, as redes móveis tradicionais.
Controlada pela SpaceX, a Starlink vem ampliando sua presença global por meio de parcerias estratégicas com operadoras móveis. Durante o Mobile World Congress 2026, realizado em Barcelona, executivos da companhia apresentaram números atualizados e planos ambiciosos que colocam a conectividade via satélite em um novo patamar de escala.
A projeção de 25 milhões de usuários da Starlink para celular até o fim de 2026
A meta que a empresa anunciou é de encerrar 2026 com mais de 25 milhões de usuários ativos mensais no serviço de conectividade móvel habilitada por satélites, conhecido como D2D.
Vale ressaltar que, no momento atual, a empresa já contabiliza cerca de 10 milhões de usuários ativos por meio de acordos firmados com 35 operadoras móveis ao redor do mundo, além de ter atingido a marca de 16 milhões de usuários únicos.
Crescimento acelerado via parcerias globais
O crescimento da base de usuários não ocorre de forma isolada. Nesse sentido, a estratégia da Starlink tem sido firmar acordos com operadoras já estabelecidas em seus respectivos mercados. Em vez de competir diretamente com as teles, a empresa atua como fornecedora de infraestrutura complementar, oferecendo cobertura em áreas onde as redes terrestres enfrentam limitações técnicas ou econômicas.
Com presença em cinco continentes, a companhia consolidou parcerias que permitem integrar a tecnologia satelital à experiência móvel tradicional. Assim, o usuário pode se conectar automaticamente ao satélite quando estiver fora da área de cobertura convencional, sem necessidade de equipamentos adicionais além de um smartphone compatível.
Números apresentados no MWC 2026
Durante o Mobile World Congress 2026, o comando da SpaceX apresentou as parciais do chamado “Starlink Mobile”. O evento, considerado o principal encontro global da indústria móvel, serviu como palco para demonstrar que a conectividade híbrida (combinando redes terrestres e satélites de baixa órbita) está deixando de ser conceito e se tornando realidade comercial.
A apresentação destacou que o ritmo de adesão tem superado as expectativas iniciais. O salto de 10 milhões de usuários ativos para a meta de 25 milhões até o fim de 2026 sugere um crescimento expressivo impulsionado tanto pela ampliação das parcerias quanto pela evolução tecnológica da constelação de satélites.

Momento atual da Starlink para celular
No cenário atual, a Starlink é descrita como elemento complementar às redes das operadoras tradicionais. Ou seja, em vez de substituir totalmente as torres de telefonia, o serviço funciona como parte de uma rede híbrida. Com isso, garante cobertura adicional em áreas rurais, regiões remotas e locais afetados por desastres naturais.
Rede híbrida e papel complementar
Executivos da empresa explicaram que a tecnologia satelital pode atuar como “camada adicional” da rede móvel. Dessa maneira, em situações onde não há sinal terrestre disponível, o aparelho se conecta automaticamente ao satélite, assegurando continuidade de serviço.
Sendo assim, esse modelo híbrido traz benefícios significativos para as teles, que conseguem ampliar sua área de cobertura sem investir pesadamente em infraestrutura física em regiões de difícil acesso. Em determinadas circunstâncias, como por exemplo zonas rurais extensas, a solução via satélite pode inclusive substituir redes terrestres.
Maior provedora 4G em área geográfica
De acordo com executivos da companhia, a Starlink já seria a maior provedora 4G do mundo em termos de área geográfica coberta. Essa afirmação leva em consideração a abrangência global da constelação de satélites, que cobre oceanos, desertos, montanhas e regiões pouco povoadas.
Atualmente, cerca de 650 satélites da frota possuem capacidade de comunicação direct-to-cell. Ou seja, conseguem se conectar diretamente a antenas de telefonia e, consequentemente, aos smartphones compatíveis.
Presença na América Latina e ausência no Brasil
Na América Latina, Chile, Peru e Costa Rica aparecem como mercados pioneiros na implementação da tecnologia via parcerias locais. Ainda não há acordos anunciados para o Brasil, mas o potencial é evidente, considerando a vasta extensão territorial e as áreas com cobertura limitada.
Entre os serviços que já estão disponíveis, destaca-se a comunicação em situações emergenciais. Aproximadamente 4,4 milhões de pessoas no mundo já utilizaram a conectividade via satélite para chamadas e mensagens em contextos críticos, reforçando o valor social da tecnologia.
Futuro da Starlink para celular
O futuro da Starlink para celular está diretamente ligado ao desenvolvimento da segunda geração de satélites, prevista para entrar em operação a partir de meados de 2027. Em outras palavras, a expectativa é que essa nova fase permita alcançar potencialmente centenas de milhões de assinantes em todo o mundo.
Segunda geração (Gen 2) e salto de desempenho
Segundo Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX, e Michael Nicolls, vice-presidente da Starlink, a nova geração de satélites terá um desempenho significativamente superior.
Os satélites Gen 2 contarão com antenas de arranjo faseado (phased array) cinco vezes maiores que as da primeira geração e oferecerão quatro vezes mais largura de banda por feixe. Dessa forma, o resultado será um aumento expressivo na capacidade total de transmissão.
A taxa total de throughput poderá ultrapassar 100 gigabits por segundo em download e 50 gigabits por segundo em upload por satélite. Juntamente com isso, as velocidades para comunicação direta com smartphones poderão chegar a até 150 Mbps, um patamar comparável ao de muitas redes terrestres atuais.
Uso da banda S e colaboração com fabricantes
Para viabilizar esse avanço, a empresa pretende utilizar a banda S do espectro, na qual já adquiriu capacidade nos Estados Unidos. Em paralelo, a Starlink vem intensificando colaborações com fabricantes de smartphones, visando garantir compatibilidade nativa com a tecnologia D2D. A ideia é que, no futuro, a conexão via satélite seja transparente ao usuário, funcionando automaticamente sempre que necessário.
Starship e expansão acelerada da constelação
Outro fator determinante para os planos da companhia é o uso do megafoguete reutilizável Starship. Com ele, será possível lançar mais de 50 satélites por missão, acelerando significativamente a expansão da constelação.
A previsão é iniciar os lançamentos em maio de 2027 e implantar aproximadamente 1,2 mil satélites em um período de seis meses, garantindo cobertura global contínua. Essa capacidade logística é vista como diferencial competitivo crucial para atingir centenas de milhões de usuários no médio prazo.
A importância da popularização da Starlink para celular
A expansão da conectividade via satélite tem implicações profundas para inclusão digital, segurança pública e desenvolvimento econômico em escala global.
Inclusão digital em áreas remotas
Milhões de pessoas ainda vivem em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente, como comunidades rurais, áreas de floresta, desertos e zonas montanhosas. Ao permitir conexão direta via satélite em smartphones comuns, a tecnologia reduz barreiras de entrada e amplia significativamente o acesso à internet.
Isso pode impulsionar educação a distância, telemedicina, serviços bancários digitais, comércio eletrônico e oportunidades de trabalho remoto, especialmente em países com grandes áreas rurais ou baixa cobertura de fibra óptica. A longo prazo, a conectividade constante tende a estimular o empreendedorismo local e a integração dessas regiões à economia digital.
Resiliência em situações de emergência
Eventos climáticos extremos, conflitos e desastres naturais frequentemente danificam redes terrestres. Dessa maneira, a conectividade via satélite oferece uma camada adicional de resiliência, mantendo comunicações ativas quando são mais necessárias. A experiência recente mostra que sistemas independentes de infraestrutura local podem ser decisivos para coordenar operações de resgate e assistência humanitária.
Outras empresas podem se inspirar no contexto da Starlink para celular?
O avanço da Starlink cria um novo paradigma no setor de telecomunicações e deve estimular concorrentes a investir em soluções semelhantes.
Novo modelo competitivo
Empresas tradicionais de satélites e operadoras móveis passam a enxergar a conectividade híbrida como caminho estratégico. Parcerias entre fabricantes de dispositivos, provedores de infraestrutura espacial e teles devem se tornar mais frequentes.
Pressão por inovação regulatória
O crescimento do modelo D2D também exigirá adaptações regulatórias. Questões relacionadas ao uso de espectro, licenciamento internacional e interoperabilidade precisarão ser discutidas em fóruns globais. Países que conseguirem estabelecer marcos regulatórios claros e ágeis poderão se beneficiar mais rapidamente da expansão da conectividade via satélite.
Resumindo, a trajetória da Starlink rumo aos 25 milhões de usuários até o fim de 2026 representa mais do que um número expressivo: simboliza uma transformação estrutural na forma como o mundo se conecta. Sendo assim, ao integrar satélites de baixa órbita às redes móveis tradicionais, a empresa inaugura uma nova era de cobertura global contínua, aproximando o conceito de internet verdadeiramente universal da realidade.
Portanto, se você quer acompanhar as próximas novidades e entender como a Starlink pode ser responsável por impactar o Brasil e o mundo, continue acompanhando nossas atualizações sobre a expansão da empresa e seus avanços na conectividade via satélite!
*com uso de Inteligência Artificial

