TCL desbanca Samsung e torna-se líder do mercado global de TVs

A TCL protagonizou um dos movimentos mais simbólicos da indústria de eletrônicos ao assumir, pela primeira vez na história, a liderança global em remessas de TVs. Nesse sentido, o feito, registrado no mês de dezembro de 2025, marcou uma virada estratégica no setor e colocou a fabricante chinesa à frente da tradicional rival sul-coreana Samsung, que há duas décadas dominava o mercado. 

Vale ressaltar que o avanço não apenas representa um recorde pontual, mas sinaliza uma transformação estrutural no equilíbrio de forças da indústria global de televisores. Isso se deve ao fato de que o mercado de TVs sempre foi altamente competitivo, com gigantes disputando espaço em diferentes faixas de preço e tecnologia. 

Ou seja, ao longo dos anos, a Samsung consolidou sua hegemonia com forte presença no segmento premium, apostando em tecnologias como por exemplo QLED e OLED. Porém, a ascensão consistente das fabricantes chinesas (especialmente da TCL e da Hisense) começou a redesenhar o cenário, principalmente no segmento de alto volume e preços competitivos.

O contexto da TCL ter se tornado líder do mercado global de TVs desbancando a Samsung

Em dezembro de 2025, a TCL assumiu, de forma inédita, a liderança absoluta e isolada nas remessas globais de TVs. Sendo assim, o marco representou a superação direta da Samsung e o rompimento do empate técnico observado em 2024 com a Hisense. Tal avanço consolidou o protagonismo chinês no mercado de massa e demonstrou a maturidade operacional e estratégica das fabricantes asiáticas fora do eixo sul-coreano.

A virada histórica em dezembro de 2025

O desempenho da TCL no mercado global de TVs é algo que foi impulsionado por um crescimento anual de 10% (YoY) nas remessas, com forte demanda nas regiões Ásia-Pacífico, China, Oriente Médio e África. Esses mercados, tradicionalmente sensíveis a preço, tornaram-se terreno fértil para a expansão da marca chinesa, que combina escala produtiva, eficiência logística e portfólio diversificado.

Ao mesmo tempo, a Samsung apresentou estagnação no mesmo comparativo anual de dezembro. Embora continue sendo líder isolada nos fechamentos anuais (mantendo sua hegemonia de 20 anos consecutivos em receita), o resultado mensal evidenciou uma mudança de dinâmica no volume global de unidades enviadas.

O avanço chinês no mercado de massa

A consolidação da TCL na liderança mensal reflete uma tendência mais ampla: o fortalecimento das fabricantes chinesas no segmento de TVs LCD de entrada e intermediárias. 

Em outras palavras, ao priorizar modelos com excelente custo-benefício, a empresa conseguiu capturar uma fatia expressiva do mercado global, especialmente em países emergentes e regiões com crescimento populacional e expansão do consumo.

Tal movimento também expõe uma mudança estrutural no setor. Se antes o domínio era quase absoluto das marcas sul-coreanas e japonesas, agora o cenário é mais fragmentado e competitivo, com empresas chinesas disputando (e vencendo) em volume.

Recentemente, a TCL tornou-se a líder do mercado global de TVs, desbancando a Samsung.
Recentemente, a TCL tornou-se a líder do mercado global de TVs, desbancando a Samsung. | Foto: DALL-E 3

Detalhes desse contexto da TCL

O resultado de dezembro de 2025 é considerado histórico porque marca a primeira vez que a TCL assume a liderança global de forma isolada, alcançando 16% de participação de mercado. Em dezembro de 2024, embora já estivesse numericamente à frente da Samsung (12%), a empresa dividia o topo do ranking com 15% em um empate técnico com a Hisense.

A lacuna deixada pelo foco em OLED

A estratégia das fabricantes sul-coreanas, incluindo a LG, de migrar o foco para painéis OLED de alto valor agregado abriu espaço no segmento de entrada e intermediário de LCDs. Ou seja, ao priorizar margens mais altas e inovação premium, essas marcas reduziram a atenção ao mercado de alto volume.

Sendo assim, a TCL e a Hisense capitalizaram essa transição. Ao manter forte presença no segmento LCD e ampliar investimentos em Mini-LED (uma evolução tecnológica que melhora brilho e contraste), as fabricantes chinesas conseguiram combinar preço competitivo com qualidade de imagem aprimorada.

O alerta dos analistas sobre volatilidade

Especialistas, no entanto, destacam que dados mensais podem ser voláteis. Fatores sazonais, como promoções de fim de ano e ajustes de inventário, influenciaram o desempenho de dezembro. De acordo com analistas da consultoria Counterpoint, o resultado deve ser interpretado dentro de um contexto mais amplo.

No acumulado do quarto trimestre de 2025, a Samsung ainda superou a TCL em volume, enviando 2% mais unidades do que no ano anterior. Em conjunto a isso, mantém ampla liderança em receita e lucratividade, métricas nas quais seus modelos Premium e Lifestyle continuam dominantes.

Volume versus rentabilidade

Aqui está o ponto-chave da disputa: enquanto a TCL venceu em volume mensal de unidades, a Samsung permanece líder em receita global. TVs premium possuem maior margem de lucro, e o portfólio OLED e QLED da marca sul-coreana ainda é referência em tecnologia, design e posicionamento de marca.

Portanto, o avanço da TCL não significa necessariamente liderança financeira. Apesar disso, é algo que demonstra que o domínio absoluto em volume já não pertence mais exclusivamente à Samsung.

Possíveis momentos futuros da TCL no mercado global de TVs

O cenário para o ano de 2026 apresenta tanto oportunidades quanto desafios para a TCL. A empresa já demonstrou capacidade logística e força comercial. No entanto, agora precisa consolidar sua presença também no segmento premium.

Investimento em Mini-LED e parcerias estratégicas

A aliança crescente com a Sony e o avanço em tecnologias como por exemplo Mini-LED são responsáveis por sinalizar uma estratégia agressiva para disputar espaço em categorias historicamente dominadas pela Samsung. Nesse sentido, a aposta é clara: subir a régua tecnológica sem perder competitividade em preço.

Em outras palavras, ao investir em inovação, a TCL tenta reduzir a percepção de que é apenas uma marca de custo-benefício. Ou seja, o objetivo é competir também em qualidade de imagem, design sofisticado e recursos inteligentes integrados.

A fadiga do modelo tradicional de dominância

A liderança mensal da TCL também é algo que evidencia que o modelo de dominância absoluta da Samsung no segmento LCD está enfraquecido. Dessa forma, o mercado global amadureceu, consumidores estão mais informados e a diferença tecnológica entre marcas diminuiu significativamente.

Sendo assim, as fabricantes chinesas atingiram maturidade em logística, distribuição global e marketing. Com presença consolidada em múltiplos continentes, conseguem responder rapidamente à demanda e adaptar seus produtos às preferências regionais.

Como a Samsung pode responder ao crescimento da TCL?

A Samsung não é uma empresa passiva diante da concorrência. Isso se deve ao fato de que, historicamente, a companhia respondeu a desafios com inovação consistente, forte investimento em pesquisa e desenvolvimento e reposicionamento estratégico preciso. Em outras palavras, ao longo dos anos, a marca consolidou sua reputação ao apostar em tecnologias próprias, design diferenciado e ampla presença global.

Nesse sentido, uma possível resposta ao avanço de rivais envolve reforçar sua linha intermediária de TVs, equilibrando recursos avançados (como por exemplo painéis com melhor taxa de atualização e integração com Inteligência Artificial) com preços mais competitivos. 

Tal estratégia pode ser responsável por ampliar o alcance da marca sem comprometer a percepção de qualidade. Paralelamente, outra alternativa relevante é intensificar a diferenciação por meio de um ecossistema integrado, conectando televisores a smartphones, eletrodomésticos e outros dispositivos inteligentes da própria fabricante, criando uma experiência fluida e interligada para o consumidor.

Além disso, a empresa pode ampliar investimentos em marketing para reforçar a percepção de valor premium e qualidade superior, destacando durabilidade, inovação e suporte técnico. Em mercados emergentes, estratégias de financiamento facilitado, produção local e parcerias regionais também podem fortalecer sua presença e ampliar participação.

Por fim, é importante lembrar que, apesar da perda pontual do primeiro lugar em dezembro, a Samsung continua sendo a marca mais lucrativa do setor e mantém liderança consolidada em receita anual, o que demonstra solidez financeira e capacidade de reação estratégica.

Lições a aprender com esse contexto da TCL

O caso da TCL oferece importantes aprendizados para a indústria global de tecnologia.

A importância da estratégia de volume

Em primeiro lugar, mostra que o mercado de massa ainda possui enorme relevância estratégica. Ao mesmo tempo em que muitas empresas migraram totalmente para o segmento premium, a TCL consolidou sua presença em faixas acessíveis e conquistou escala global.

Eficiência operacional como diferencial competitivo

Segundamente, outro ponto central é a eficiência operacional. Cadeias de suprimento otimizadas, produção em larga escala e distribuição internacional robusta foram decisivas para o avanço da marca chinesa.

Inovação acessível como tendência

Por último, o caso reforça a tendência da inovação acessível. Nesse sentido, tecnologias como por exemplo Mini-LED, antes restritas a modelos caros, estão gradualmente chegando a produtos mais acessíveis. Esse movimento democratiza recursos avançados e amplia o alcance das fabricantes que souberem equilibrar custo e tecnologia.

Resumindo, a trajetória da TCL demonstra que estratégia, escala e adaptação às demandas regionais podem redefinir hierarquias consolidadas. O mercado global de TVs entra em uma nova fase, marcada por competição acirrada entre gigantes asiáticas e por um consumidor cada vez mais exigente.

Logo, se você quer acompanhar de perto cada movimento da TCL e entender como essa transformação impacta o mercado de tecnologia, continue acompanhando nossas análises sobre a empresa e fique por dentro das próximas tendências do setor de TVs!

*com uso de Inteligência Artificial

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