Carro voador: Tesla, empresa de Elon Musk, lança Roadster

O Roadster, carro voador apresentado pela Tesla, de Elon Musk, chamou a atenção ao realizar manobras aéreas, incluindo saltos, giros e deslocamentos invertidos. Nesse sentido, a tecnologia combina propulsores de gás comprimido e sistemas de aderência. Vale ressaltar que a demonstração ocorreu nos Estados Unidos e apresentou a proposta experimental da montadora para o futuro da mobilidade.

O lançamento do carro voador Roadster pela Tesla, empresa de Elon Musk

A Tesla apresentou a nova geração do Roadster na última quinta-feira, 15, durante um evento nas instalações de testes da SpaceX, no Texas, Estados Unidos. O esportivo elétrico realizou saltos, rotações no ar e deslocamentos invertidos, combinando tecnologias automotivas com sistemas desenvolvidos em colaboração com a empresa espacial de Elon Musk.

Demonstração com manobras aéreas

É importante destacar que a apresentação foi conduzida por Musk, quase nove anos após a revelação original do projeto, em novembro de 2017. A partir disso, o lançamento sofreu adiamentos enquanto a Tesla priorizava outros veículos elétricos.

Durante os testes, o Roadster percorreu uma rampa de cabeça para baixo, realizou um giro no ar e retornou ao chão com auxílio de propulsores. Sendo assim, a tecnologia busca controlar movimentos que normalmente dependeriam da velocidade, da aderência e das características da pista.

Saltos sobre veículos da Tesla

Em outra demonstração, o esportivo saltou sobre veículos da própria fabricante, incluindo a Cybertruck, picape elétrica, e o Semi, caminhão desenvolvido para transporte de cargas. Os testes ocorreram sem motorista a bordo. 

Segundo Musk, a decisão priorizou a segurança diante da natureza experimental das manobras. A ausência de ocupantes reforça que a apresentação demonstrou capacidades tecnológicas, mas não comprovou a disponibilidade desses recursos para uso cotidiano.

Produção prevista para 2028

Por fim, a Tesla prevê iniciar a produção do novo Roadster em 2028. Até lá, a empresa precisará avançar no desenvolvimento, validar os sistemas anunciados e esclarecer quais configurações poderão circular em vias públicas. Dessa forma, as próximas etapas também deverão demonstrar os limites operacionais dos propulsores e as condições necessárias para realizar as manobras com segurança.

Recentemente, a Tesla, empresa de Elon Musk, lançou o carro voador Roadster.
Recentemente, a Tesla, empresa de Elon Musk, lançou o carro voador Roadster. | Foto: DALL-E 3

Funcionamento do carro voador da Tesla

O funcionamento do Roadster combina recursos de um automóvel elétrico com propulsores desenvolvidos em colaboração com a SpaceX. Em outras palavras, o esportivo utiliza gás sob alta pressão para produzir impulsos capazes de modificar seu movimento, além da potência dos motores e da aderência dos pneus.

Como funcionam os propulsores de gás comprimido

Vale ressaltar que o sistema anunciado pela Tesla é algo que utiliza reservatórios de gás pressurizado. Quando liberado pelas saídas distribuídas pelo veículo, o fluxo gera uma força de reação que contribui para controlar seus movimentos.

Dependendo da orientação, os propulsores podem auxiliar na aceleração, na frenagem e no controle da posição. A proposta também prevê movimentos verticais curtos, permitindo que o Roadster deixe momentaneamente o chão em demonstrações específicas.

Segundo a fabricante, o conjunto possui dez saídas de gás. Apesar disso, a quantidade armazenada limita o funcionamento dos propulsores e a repetição das manobras. Essa diferença ajuda a distinguir um salto controlado da capacidade de permanecer no ar. Ou seja, demonstrar movimentos aéreos não significa que o veículo consiga voar continuamente como uma aeronave.

O papel do sistema de sucção

Mais um componente é o sistema de sucção instalado sob a carroceria. Ventiladores retiram o ar da região inferior, criando uma diferença de pressão que aumenta a força de aderência à superfície.

A tecnologia contribuiu para uma demonstração em que o esportivo percorreu uma rampa invertida. O mecanismo permite aumentar a aderência sem depender exclusivamente do peso do automóvel.

Entretanto, ainda será necessário avaliar seu funcionamento em diferentes superfícies, sob chuva e diante de obstáculos inesperados. O Roadster também se diferencia dos eVTOLs, aeronaves elétricas projetadas para decolagem e pouso vertical. 

Tais equipamentos transportam passageiros por trajetos aéreos, enquanto o esportivo demonstrou saltos e manobras curtas. Portanto, a expressão carro voador descreve uma proposta experimental, não uma aeronave de transporte já comprovada.

Mais detalhes do carro voador da Tesla

A Tesla apresentou três configurações do Roadster: Performance, Thrust e Rocket. É importante destacar que as versões diferem pelo número de propulsores, desempenho e finalidade. No entanto, as especificações anunciadas ainda precisam de avaliações independentes.

Roadster Performance

Primeiramente, a versão Performance será a configuração de entrada, com dois lugares, aerodinâmica ativa e sistema de sucção para melhorar a aderência. De acordo com a Tesla, o esportivo acelerará de zero a 97 km/h em menos de 1,6 segundo. Se confirmado, o resultado colocará o modelo entre os automóveis de produção com aceleração mais rápida.

Roadster Thrust

Em segundo lugar, a configuração Thrust acrescentará propulsores traseiros alimentados por gás comprimido, aumentando o impulso e a aceleração. Nesse sentido, a Tesla afirma que essa versão poderá atingir 97 km/h em menos de 0,9 segundo. A fabricante também prevê utilização mais restrita, voltada ao desempenho em pistas. O sistema diferencia o modelo dos esportivos elétricos convencionais.

Roadster Rocket

Por sua vez, a versão Rocket será a configuração mais extrema, com apenas um assento e propulsores distribuídos ao redor do automóvel para controlar movimentos em diferentes direções. Segundo a Tesla, o modelo poderá sair do chão, executar manobras aéreas e atingir 97 km/h em menos de 0,59 segundo. A velocidade máxima anunciada supera 370 km/h.

Desse modo, a autonomia estimada do Roadster ultrapassa 480 quilômetros. Entretanto, o alcance real dependerá da velocidade, do estilo de condução e do uso dos sistemas auxiliares.

Finalmente, as especificações divulgadas ainda precisam ser confirmadas por avaliações independentes. Até lá, os números devem ser considerados metas apresentadas pela fabricante, e não resultados comprovados para todas as configurações.

Pontos de atenção sobre o carro voador da Tesla

Mesmo com as manobras demonstradas no Texas, sair do chão não significa que o Roadster esteja autorizado a voar em vias públicas. Os propulsores exigem cuidados relacionados à segurança, ao controle e à proteção de pessoas próximas durante o funcionamento.

A Tesla informou que a configuração Rocket não está aprovada para circulação pública. Da mesma maneira, a versão Thrust também apresenta uso mais restrito, com foco no desempenho em pistas. Portanto, as três configurações diferem quanto à utilização cotidiana e às possibilidades de aplicação.

Segurança e regulamentação

Nos Estados Unidos, automóveis e aeronaves seguem exigências distintas. Carros precisam atender a requisitos de circulação rodoviária e proteção dos ocupantes, enquanto aeronaves cumprem regras específicas de segurança aérea, que variam conforme suas características e operações.

Um veículo capaz de executar movimentos no ar precisa demonstrar como esses recursos serão controlados e quais serão seus limites. Também deve considerar falhas, proximidade de pessoas e riscos associados à liberação de gás sob alta pressão. Esses fatores são fundamentais para avaliar a viabilidade da tecnologia.

Juntamente com isso, demonstrações em instalações de testes não equivalem à certificação comercial. A Tesla ainda precisa esclarecer como pretende conciliar os propulsores, a estrutura do automóvel e as exigências aplicáveis a cada versão.

Sendo assim, o Roadster não deve ser confundido com uma solução disponível para deslocamentos aéreos urbanos. A apresentação mostrou uma tecnologia experimental, mas não comprovou voos prolongados ou transporte aéreo de passageiros como em aeronaves convencionais. O avanço dependerá de testes adicionais, validações técnicas e esclarecimentos sobre as condições de uso.

O que esperar do carro voador da Tesla no futuro?

Vale ressaltar que a segunda geração do Roadster foi anunciada em novembro de 2017, durante a apresentação do caminhão elétrico Semi. A Tesla prometeu iniciar a produção em 2020 e divulgou aceleração de zero a 60 milhas por hora em 1,9 segundo.

Dessa forma, a empresa abriu reservas com depósitos de US$ 50 mil para a versão convencional. Entretanto, o cronograma sofreu adiamentos enquanto a fabricante priorizava modelos como Model 3, Model Y e Cybertruck.

O projeto voltou aos holofotes com declarações de Elon Musk sobre a participação da SpaceX no desenvolvimento dos propulsores. No ano de 2018, um Roadster foi enviado ao espaço pelo foguete Falcon Heavy.

Reservas, preços e previsão de produção

De acordo com especialistas, a Tesla reabriu as reservas com depósito de US$ 5 mil, seguido de pagamento adicional de US$ 45 mil em até dez dias. Os preços das configurações Performance, Thrust e Rocket permanecem indefinidos. Sendo assim, a fabricante prevê iniciar a produção em 2028, oito anos após a estimativa original.

Até lá, precisará validar especificações, comprovar a segurança e esclarecer as condições de utilização. O desempenho, a autonomia e o cumprimento do cronograma serão decisivos para transformar as promessas em um produto comercial.

Resumindo, o carro voador Roadster representa uma proposta incomum para o mercado de automóveis elétricos, ao combinar aceleração extrema, propulsores de gás comprimido e recursos de aderência. Apesar das demonstrações realizadas pela Tesla, ainda existem questões técnicas e regulatórias a esclarecer antes que o modelo possa chegar aos consumidores com todas as funcionalidades anunciadas. 

Logo, continue acompanhando as novidades sobre esse carro voador para descobrir se a Tesla conseguirá cumprir a previsão de produção para 2028 e transformar essa tecnologia em uma realidade comercial.

*com uso de inteligência artificial

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