Stablecoin: Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe devem criar ativo

Visa, Mastercard, Coinbase, Stripe e Shopify planejam desenvolver a Open USD, uma stablecoin vinculada ao dólar. Embora o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) tenha aprovado a operação no Brasil, o lançamento inicial da moeda digital está previsto para os Estados Unidos.

A possibilidade da criação de uma stablecoin por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe

A iniciativa reúne empresas dos setores de pagamentos, comércio eletrônico e criptoativos para desenvolver uma infraestrutura compartilhada de transações financeiras. Nesse sentido, a proposta é facilitar a circulação de valores entre diferentes redes blockchain e plataformas de pagamento.

O projeto foi estruturado como uma joint venture, modelo no qual empresas independentes cooperam em uma iniciativa específica sem precisar fundir suas operações ou abandonar seus negócios.

Como funcionará a Open USD?

Vale ressaltar que a Open Standard pretende desenvolver a stablecoin Open USD, emitida pela Bridge. O ativo busca facilitar a liquidação de transações com dólares representados digitalmente e permitir operações em diferentes redes blockchain. A iniciativa procura ampliar a integração entre participantes do mercado financeiro digital, oferecendo uma alternativa para movimentar valores entre plataformas compatíveis.

Quais empresas participam do projeto?

O grupo reúne Visa, Mastercard, Coinbase, Stripe e Shopify. A participação dessas organizações conecta diferentes segmentos: infraestrutura de pagamentos, negociação de criptoativos, processamento financeiro e comércio eletrônico.

Sendo assim, a união das empresas indica uma tentativa de criar uma solução compartilhada para pagamentos digitais, aproveitando os serviços e as redes já utilizados pelos participantes. Com essa estrutura, o consórcio poderá explorar novas formas de movimentar valores entre seus produtos, respeitando as condições técnicas e regulatórias aplicáveis.

O que significa a aprovação do Cade?

A aprovação concedida pelo Cade diz respeito à constituição da empresa conjunta. Ela não representa uma autorização automática para emitir a Open USD no Brasil nem confirma que a moeda já esteja disponível aos consumidores.

O lançamento depende das etapas necessárias à implementação do projeto e de eventuais aprovações regulatórias nos mercados envolvidos. A iniciativa, entretanto, demonstra o interesse em aproximar os pagamentos tradicionais das tecnologias baseadas em blockchain.

É possível que uma stablecoin seja criada por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe.
É possível que uma stablecoin seja criada por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe. | Foto: DALL-E 3

Mais detalhes sobre a stablecoin que pode ser criada por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe

Embora tenha aprovado a iniciativa, o Cade não autorizou automaticamente a comercialização da Open USD no Brasil. Conforme o formulário de notificação, o lançamento inicial da stablecoin está previsto para os Estados Unidos.

Sendo assim, não há disponibilidade nacional nesta primeira etapa. A entrada no mercado brasileiro poderá depender de requisitos regulatórios específicos, além das condições necessárias para emitir e distribuir o ativo.

Por que o Cade aprovou a operação?

Dessa forma, ao avaliar a criação da Open Standard, a autarquia analisou possíveis efeitos concorrenciais, incluindo a existência de sobreposição horizontal entre as atividades das empresas participantes.

Tal conceito se refere a situações em que organizações atuam no mesmo mercado e uma operação societária pode modificar as condições de concorrência, reduzindo a quantidade de concorrentes ou ampliando o poder de mercado.

No caso da Open Standard, o Cade não identificou sobreposição horizontal no Brasil e na América Latina, considerando a ausência de participação dos fundadores na emissão local de stablecoins.

Aprovação não garante entrada no Brasil

O documento também considerou a possibilidade de o consórcio obter futuras autorizações para emitir stablecoins no país. Mesmo nesse cenário, a autarquia concluiu que a constituição da empresa conjunta não provocaria sobreposição horizontal nacional, diante da participação local nula dos fundadores nesse mercado. Com base nessa avaliação, o Cade aprovou a operação sem impor restrições concorrenciais.

Quais são os próximos passos?

É necessário distinguir três etapas: a aprovação da empresa conjunta, o lançamento comercial da Open USD e uma eventual entrada no Brasil. Cada uma possui condições próprias. Para os consumidores brasileiros, ainda não existe previsão confirmada de disponibilidade. A expansão dependerá das decisões empresariais e das exigências regulatórias aplicáveis a cada mercado.

Quais as motivações para a possível criação de uma stablecoin por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe

Um ponto crucial é que a proposta da Open Standard busca tornar os pagamentos com ativos digitais mais acessíveis por meio de plataformas utilizadas por empresas e consumidores. Segundo o parecer analisado pelo Cade, a Open USD deverá operar inicialmente nas redes Ethereum, Solana, Base e Tempo, com possibilidade de expansão.

O suporte a várias blockchains pode ampliar as aplicações da moeda, já que cada rede possui características próprias, incluindo custos operacionais e ferramentas disponíveis. A proposta é utilizar a stablecoin para liquidar transações em dólares entre plataformas compatíveis.

Reservas e confiabilidade da Open USD

Conforme as informações apresentadas, BlackRock, Lead Bank e BNY foram indicados como responsáveis pelas reservas da Open USD. Esses recursos são relevantes para sustentar a proposta de manter o valor da moeda próximo ao dólar.

No entanto, a confiabilidade também depende da composição das reservas, das condições de resgate e da transparência das informações. A indicação das instituições responsáveis não substitui a análise desses mecanismos.

Distribuição pelas empresas participantes

É importante destacar que a estratégia prevê que cada integrante da Open Standard disponibilize a moeda aos clientes por meio de seus produtos e plataformas, caso o ativo seja lançado. Sendo assim, a iniciativa poderá alcançar diferentes ambientes, incluindo serviços de pagamentos, plataformas de criptoativos e operações comerciais.

Convivência com outras stablecoins

A criação da Open USD não implica a substituição de moedas digitais existentes. De acordo com o Cade, as empresas participantes não demonstraram intenção de alterar seu compromisso com stablecoins de terceiros.

Logo, a iniciativa pretende adicionar uma alternativa ao mercado por meio de uma infraestrutura compartilhada. Seus resultados dependerão da adesão das empresas e da integração entre serviços financeiros e redes blockchain.

Próximos momentos da possível criação de uma stablecoin por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe

O avanço da Open Standard não significa que as empresas abandonarão as soluções existentes. Segundo o requerimento apresentado ao Cade, os participantes pretendem manter o relacionamento com outras stablecoins, preservando alternativas para suas operações.

A Stripe deverá continuar distribuindo ativos como USDC, emitido pela Circle, e USDP, associado à Paxos. Visa e Mastercard também pretendem manter a liquidação de transações com USDC, enquanto a Coinbase continuará oferecendo suporte à moeda em seus produtos.

Mais de 140 empresas participam da iniciativa

Vale ressaltar que, anunciada em junho, a Open Standard reúne mais de 140 empresas interessadas em utilizar a Open USD. Apesar da amplitude do projeto, esse número não determina o volume de transações nem garante a adoção efetiva da stablecoin.

Como funcionam as stablecoins

Essas criptomoedas buscam manter seu preço vinculado a um ativo de referência, como o dólar ou o real. Uma stablecoin atrelada à moeda norte-americana, por exemplo, procura preservar uma cotação próxima de US$ 1 por unidade.

Para sustentar essa paridade, o emissor pode manter reservas correspondentes aos ativos em circulação. Entretanto, a estabilidade depende da qualidade e da disponibilidade dessas reservas, das condições financeiras do emissor e das regras de resgate.

Próximos passos da Open USD

A concretização do projeto envolve definir condições operacionais e disponibilizar o ativo nos mercados previstos. Paralelamente, a expansão para outras blockchains também poderá integrar sua evolução.

Uma eventual chegada ao Brasil dependerá de decisões posteriores e das aprovações regulatórias aplicáveis. Até que existam informações oficiais, não é possível afirmar quando a moeda estará disponível no país.

De qualquer maneira, a coexistência com outras stablecoins continuará sendo um aspecto importante, permitindo que as empresas escolham soluções conforme suas necessidades operacionais.

Lições a aprender com a possível criação de uma stablecoin por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe

A iniciativa da Open Standard mostra que a expansão das moedas digitais depende não apenas da tecnologia, mas também de parcerias capazes de integrar serviços e infraestruturas. Nesse sentido, a colaboração entre empresas de pagamentos, comércio eletrônico e criptomoedas permite aproveitar diferentes redes de distribuição sem abandonar as atividades existentes.

Regulação continua sendo fundamental

Desse modo, a aprovação do Cade demonstra que a formação de uma empresa conjunta pode exigir análise concorrencial. Juntamente com isso, o lançamento e a operação de uma stablecoin precisam respeitar as regras de cada mercado. A autorização para constituir um consórcio não representa liberação irrestrita para emitir moedas digitais em qualquer país.

Concorrência entre diferentes stablecoins

Outro aspecto relevante é a coexistência entre ativos digitais. Isso se deve ao fato de que a intenção de manter o suporte a moedas como USDC e USDP indica que o desenvolvimento de uma nova stablecoin não exige necessariamente a eliminação das alternativas existentes. A competitividade dependerá de fatores como integração, custos, disponibilidade e confiança dos usuários.

Cuidados antes de utilizar moedas digitais

Por fim, a iniciativa reforça a importância de avaliar as condições de funcionamento de cada ativo. A vinculação ao dólar e a existência de instituições responsáveis pelas reservas são aspectos relevantes, mas não eliminam a necessidade de analisar os riscos, as regras de resgate e a transparência do emissor antes de utilizar uma stablecoin.

Em suma, a possível criação da Open USD por Visa, Mastercard, Coinbase e Stripe ainda depende de etapas de implementação. Portanto, acompanhar o projeto dessa stablecoin ajuda a entender a integração entre pagamentos tradicionais e blockchain, além das transformações no mercado de criptomoedas e no setor financeiro global.

*com uso de inteligência artificial

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