O mercado de criptomoedas ganhou uma nova regra que pode afetar investidores que mantêm pequenos saldos parados em corretoras. Em outras palavras, o Mercado Bitcoin passou a prever uma taxa de inatividade para contas que atendam a determinados critérios.
Vale ressaltar que a cobrança está relacionada a saldos inferiores a R$ 50 e a um período prolongado sem movimentações. A medida consta nos Termos de Uso atualizados pela plataforma em julho de 2026.
Na prática, a mudança exige atenção de quem mantém pequenas quantias em reais ou criptomoedas na plataforma. Isso porque o saldo pode sofrer descontos mensais depois que a conta ultrapassar o período estabelecido de inatividade. A regra, porém, possui condições específicas e pode ser evitada com determinadas movimentações na conta.
A taxa de inatividade que uma corretora de criptomoedas cobrará de seus usuários
O Mercado Bitcoin atualizou seus Termos de Uso e incluiu uma previsão específica para contas com saldo total inferior a R$ 50. É importante destacar que o cálculo considera tanto os valores mantidos em reais quanto os criptoativos, convertidos para a moeda brasileira no momento da análise.
Quando a taxa pode ser cobrada?
Para que a cobrança seja aplicada, o usuário precisa permanecer por mais de 365 dias consecutivos sem realizar determinadas operações. Nesse sentido, a regra passou a constar na versão dos termos atualizada em julho de 2026.
A versão atual disponível no site da empresa confirma que a cobrança é mensal e está relacionada à manutenção de contas que atendam simultaneamente aos critérios que foram definidos. Portanto, não basta apenas ter um saldo reduzido para que a taxa seja aplicada.
Juntamente com o limite inferior a R$ 50, a falta de movimentação durante o período exigido é um elemento fundamental. Uma conta com menos de R$ 50, mas utilizada regularmente, não entra automaticamente nas condições previstas para a cobrança.
Valor definido pelo Mercado Bitcoin
O próprio Mercado Bitcoin informa atualmente que a taxa de inatividade é de R$ 3,90 por mês. A cobrança, então, não se aplica de forma generalizada a todas as contas com pouco dinheiro ou criptomoedas.
Sendo assim, a medida merece atenção principalmente de investidores que compraram pequenas quantidades de ativos digitais e depois deixaram esses valores esquecidos na plataforma.
Quem pode ser mais afetado?
Também podem ser atingidos usuários que mantêm saldos residuais após negociações ou saques. Por isso, acompanhar as regras da corretora e verificar periodicamente a situação da conta pode ajudar a evitar cobranças inesperadas e o consumo gradual de pequenos valores mantidos na plataforma.

Mais detalhes da taxa de inatividade dessa corretora de criptomoedas
Os Termos de Uso do Mercado Bitcoin estabelecem algumas maneiras de interromper ou evitar a cobrança. Para isso, o investidor precisa realizar pelo menos uma das ações previstas pela plataforma dentro do período considerado. Sendo assim, entre elas estão:
- Realizar ordens de compra, venda ou troca de criptoativos;
- Fazer alocação em staking;
- Receber recompensas de renda passiva;
- Realizar depósito em reais ou criptoativos.
Movimentações que interrompem a inatividade
Dessa forma, uma conta não precisa necessariamente realizar uma negociação tradicional para deixar de ser considerada inativa. Outras movimentações previstas nos termos também podem reiniciar a atividade da conta.
Caso nenhuma dessas ações aconteça e os requisitos sejam mantidos, a cobrança passa a ocorrer mensalmente. O Mercado Bitcoin afirma que a taxa funciona como uma contraprestação pelos serviços relacionados ao processamento, armazenamento, disponibilização de dados e manutenção do ambiente digital da conta.
Como o desconto é realizado
Mais um ponto importante está na forma de desconto. Em outras palavras, a cobrança é feita diretamente sobre o saldo disponível do usuário. Vale ressaltar que a preferência é pelo saldo em reais. Se não houver dinheiro suficiente, a plataforma pode realizar o débito utilizando criptoativos mantidos na conta.
O desconto também possui uma limitação importante. A cobrança fica restrita ao saldo disponível e não cria uma dívida para o investidor. Logo, o usuário não ficará com saldo negativo por causa da taxa.
Devido a isso, quem mantém pequenas quantias na corretora deve verificar periodicamente a situação da conta. Também é importante acompanhar alterações nos Termos de Uso e nas tabelas de tarifas.
A taxa de inatividade dessa corretora de criptomoedas é uma novidade?
A cobrança por inatividade não é uma prática inédita no mercado financeiro ou no segmento de ativos digitais. No exterior, algumas plataformas já adotaram mecanismos semelhantes, embora os critérios variem conforme a empresa e o tipo de conta.
Exemplo da KuCoin
Um exemplo ocorreu com a KuCoin em 2025. A corretora anunciou uma política de dormancy fees direcionada a contas inativas que não haviam concluído os procedimentos de verificação KYC ou KYB. É importante destacar que a cobrança era direcionada aos usuários notificados pela plataforma, enquanto contas verificadas ficavam isentas.
O mercado também possui exemplos relacionados a carteiras digitais e outros serviços de criptomoedas. Essas medidas costumam ser justificadas pelas empresas com base em custos operacionais, segurança, manutenção de infraestrutura ou necessidade de incentivar a atualização cadastral.
Regra semelhante da Foxbit
No Brasil, a própria Foxbit possui atualmente uma regra semelhante. Seus Termos de Uso, atualizados em abril de 2026, estabelecem uma “Taxa de Guarda Segura” para usuários que não realizarem transações durante período superior a 12 meses. Desse modo, a regra considera operações como depósitos, ordens de compra e venda concluídas, swaps e saques.
Critérios variam entre corretoras
A diferença está nos critérios e na estrutura de cada cobrança. Por isso, não é correto tratar todas as taxas de inatividade como se fossem iguais. Em adição, entre grandes plataformas brasileiras, a situação também não é uniforme.
Informações divulgadas em agosto de 2026 indicam que Binance e OKX não apresentavam uma taxa desse tipo em seus termos públicos consultados para clientes, enquanto Mercado Bitcoin e Foxbit possuem previsões relacionadas à inatividade.
É possível que essa corretora de criptomoedas volte atrás na decisão de cobrar uma taxa de inatividade de seus usuários?
A possibilidade de mudança sempre existe, especialmente porque empresas podem alterar seus modelos comerciais e seus Termos de Uso. No entanto, não há indicação, nos documentos públicos consultados, de que o Mercado Bitcoin tenha decidido retirar a cobrança.
Por enquanto, a regra permanece prevista nos termos oficiais da plataforma. O documento também deixa claro que a cobrança depende da combinação entre saldo inferior a R$ 50 e ausência das movimentações determinadas por mais de 365 dias.
O que pode levar a uma revisão?
Uma eventual revisão poderia ocorrer por decisão comercial da própria empresa ou em resposta à reação dos usuários. Mudanças regulatórias e a evolução da concorrência no setor também podem influenciar futuras políticas de tarifas.
Além disso, alterações no comportamento dos clientes podem levar a plataforma a reavaliar os critérios ou o valor cobrado. Uma eventual mudança, porém, dependeria de uma nova atualização das regras oficiais.
O que o investidor deve fazer?
Para o investidor, a principal recomendação é não considerar a regra como permanente ou imutável. Termos de uso podem ser atualizados. Devido a isso, acompanhar as comunicações da corretora é importante, principalmente para quem mantém valores pequenos parados.
Também vale avaliar se faz sentido manter saldos residuais em uma plataforma quando eles não são utilizados. Em determinadas situações, o investidor pode preferir movimentar os recursos, desde que considere taxas, segurança, liquidez e seus próprios objetivos. Ou seja, manter atenção às condições da conta pode ajudar a evitar cobranças inesperadas e permitir decisões mais adequadas sobre os recursos mantidos na corretora.
Outras corretoras de criptomoedas podem se inspirar nesse movimento?
A decisão do Mercado Bitcoin é algo que pode ampliar a discussão sobre como as corretoras lidam com contas de baixo saldo e usuários inativos. Nesse sentido, se a cobrança for economicamente relevante, outras plataformas poderão avaliar mecanismos semelhantes. Porém, isso não significa que todas adotarão uma taxa de inatividade. Cada corretora possui custos, estratégias e regras próprias.
Precedentes no mercado
Como dito anteriormente, existem exemplos internacionais desse tipo de cobrança. A KuCoin vinculou sua dormancy fee de 2025 a contas não verificadas e inativas. Já a Foxbit possui regras para contas sem transações por mais de 12 meses.
Atenção dos investidores
Da mesma maneira, o movimento também reforça a importância da transparência. Em outras palavras, informar valores, prazos, critérios e formas de evitar a cobrança ajuda a reduzir surpresas.
Sendo assim, para os investidores, a principal lição é não observar apenas as taxas de compra e venda. Custódia, saques, depósitos e possíveis cobranças por inatividade também devem fazer parte da análise antes da escolha de uma corretora.
Resumindo, no caso do Mercado Bitcoin, usuários com saldo inferior a R$ 50 devem ficar especialmente atentos ao prazo de 365 dias e às movimentações que interrompem a condição de inatividade. Dessa forma, é possível evitar uma cobrança mensal que pode consumir gradualmente pequenos saldos mantidos na plataforma.
Portanto, se você acompanha o mercado e possui o desejo de entender melhor como novas regras podem ser responsáveis por afetar seus investimentos, continue conferindo as principais notícias sobre criptomoedas.
*com uso de inteligência artificial

