O governo estabeleceu novas regras para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) de empresas reguladas no Brasil. As medidas, em vigor desde ontem (2), tornam obrigatório o acesso a atendentes humanos e definem prazos para reclamações, cancelamentos e cobranças indevidas. Com isso, as organizações precisarão adaptar seus canais de comunicação para oferecer suporte mais acessível e eficiente aos consumidores.
A nova lei do governo que obriga as empresas a terem SAC humano
Vale ressaltar que os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SAC) passaram a seguir novas regras em todo o país na última segunda-feira (2). Nesse sentido, as determinações foram estabelecidas por decreto publicado pela Presidência da República em 13 de outubro e abrangem empresas de setores regulados pelo governo federal, além de instituições financeiras digitais supervisionadas pelo Banco Central.
Atendimento humano passa a ser obrigatório
A principal mudança envolve a obrigatoriedade de oferecer atendimento humano todos os dias, das 8h às 20h. Sendo assim, as empresas não poderão limitar o contato dos consumidores exclusivamente a robôs, assistentes virtuais e sistemas automatizados.
Tais tecnologias ainda poderão organizar solicitações e facilitar procedimentos, mas deverão permitir que o cliente converse diretamente com um funcionário quando necessário. Dessa forma, a medida busca garantir assistência em situações nas quais respostas padronizadas não resolvem problemas específicos.
Novos prazos para reclamações e cobranças
A regulamentação estabelece que solicitações urgentes devem receber uma resposta imediata. Caso uma ligação seja interrompida antes da conclusão do atendimento, a empresa terá até cinco minutos para retornar o contato.
Já as reclamações comuns deverão receber resposta em até sete dias corridos. Por sua vez, as cobranças indevidas precisarão ser suspensas imediatamente, com prazo máximo de 48 horas para resolver o problema.
Cancelamento deve ser facilitado
Outra determinação estabelece que o cancelamento de serviços precisa estar disponível em qualquer etapa do atendimento. As empresas também deverão fornecer um comprovante eletrônico da solicitação, permitindo que o consumidor tenha um registro da operação.
Com essas mudanças, as organizações precisarão adaptar seus canais de comunicação e procedimentos internos. Além de garantir atendentes humanos, será necessário agilizar a resolução de problemas e facilitar cancelamentos.

Outros detalhes da nova lei do governo para empresas
Juntamente com as mudanças relacionadas aos Serviços de Atendimento ao Consumidor, outras determinações publicadas no final de outubro estabelecem novas obrigações para empresas que realizam ligações telefônicas. O objetivo é ampliar a identificação dos contatos e dificultar práticas que prejudicam os consumidores, especialmente chamadas suspeitas.
Nesse sentido, uma das principais exigências envolve a autenticação das ligações pelas operadoras. Conforme a medida provisória publicada no período, as chamadas deverão passar por um procedimento de verificação.
Aquelas que não forem autenticadas poderão ser bloqueadas antes de chegar ao destinatário. Desse modo, a iniciativa procura oferecer mais segurança aos consumidores, permitindo diferenciar contatos legítimos de chamadas irregulares.
Identificação das empresas nas chamadas
Outra novidade será a identificação das chamadas realizadas por empresas. Em outras palavras, pelas novas regras, os contatos deverão exibir o nome empresarial e, quando disponível, o logotipo da organização responsável.
Para isso, será utilizada uma base nacional de titulares, supervisionada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A medida pretende facilitar o reconhecimento das organizações e oferecer informações mais claras sobre a origem das ligações.
Suspensão de chamadas e fiscalização
Paralelamente, as determinações também estabelecem consequências para usuários que realizarem grandes volumes de chamadas suspeitas. Nesses casos, poderá ocorrer a suspensão temporária da possibilidade de efetuar ligações durante 15 dias.
A Anatel terá 60 dias para regulamentar os procedimentos de autenticação e também de identificação. O descumprimento das obrigações poderá resultar em sanções previstas na Lei Geral de Telecomunicações.
Sendo assim, as medidas complementam as novas regras dos SACs: enquanto uma iniciativa garante melhores condições de atendimento humano, a outra busca aumentar a segurança e a transparência das comunicações telefônicas entre empresas e consumidores.
A importância da nova lei do governo que obriga as empresas a terem SAC humano
A obrigatoriedade de oferecer atendimento humano representa um avanço na proteção dos consumidores, principalmente diante da crescente utilização de tecnologias automatizadas pelas empresas. Mesmo que robôs e assistentes virtuais tenham facilitado diferentes atividades, nem sempre conseguem compreender situações específicas ou apresentar soluções adequadas para todos os problemas relatados pelos clientes.
Em muitos casos, os consumidores precisam percorrer diversas etapas de atendimento antes de conseguir conversar com um funcionário. Tal dificuldade pode aumentar o tempo necessário para solucionar uma reclamação e gerar insatisfação com o serviço prestado.
Com a nova regulamentação, as empresas abrangidas precisarão garantir que a automação não impeça o contato direto com seus representantes, especialmente quando a situação exigir uma avaliação individualizada.
Prazos e facilidade para resolver problemas
Outro aspecto importante é a definição de prazos para a resolução das demandas. Ao estabelecer períodos específicos para responder reclamações e solucionar cobranças indevidas, as regras procuram evitar que os consumidores permaneçam sem informações sobre seus pedidos durante longos períodos. Essa medida também pode incentivar as empresas a organizar melhor seus processos internos.
A facilidade para cancelar serviços também merece destaque. Nesse sentido, a possibilidade de encontrar essa opção em qualquer etapa do atendimento reduz obstáculos para quem deseja encerrar um contrato. Em conjunto a isso, o comprovante eletrônico oferece um registro da solicitação, proporcionando maior segurança ao consumidor e facilitando a comprovação do pedido.
Mais transparência nas ligações telefônicas
Finalmente, as medidas relacionadas às ligações telefônicas também contribuem para esse cenário. Isso se deve ao fato de que a identificação das empresas e a autenticação dos contatos procuram tornar a comunicação mais transparente, permitindo que as pessoas tenham melhores condições de reconhecer a origem das chamadas recebidas e identificar contatos legítimos.
Possíveis consequências da lei do governo que obriga as empresas a terem SAC humano
Para as empresas abrangidas pela regulamentação, uma das principais consequências será a necessidade de adaptar suas estruturas de atendimento. Organizações que utilizam predominantemente sistemas automatizados precisarão garantir a disponibilidade de funcionários durante o horário estabelecido, todos os dias da semana.
Essa adequação poderá exigir mudanças na distribuição das equipes, contratação de profissionais e reorganização dos processos internos. Também será necessário capacitar os atendentes para lidar com diferentes solicitações, desde dúvidas simples até reclamações que dependem de análises mais detalhadas.
Cumprimento dos prazos de atendimento
Outro desafio será cumprir os prazos estabelecidos. Para responder às reclamações em até sete dias corridos e solucionar cobranças indevidas em até 48 horas, as organizações precisarão manter uma comunicação eficiente entre os setores responsáveis. Isso porque nem todos os problemas podem ser resolvidos exclusivamente pelos funcionários do SAC.
A continuidade do atendimento também exigirá atenção. Quando uma ligação for interrompida, por exemplo, a empresa deverá identificar a ocorrência e retornar o contato em até cinco minutos. Para isso, serão necessários procedimentos que permitam acompanhar as solicitações e evitar que o cliente precise repetir informações.
Impactos para empresas e consumidores
Mesmo com as dificuldades de adaptação, as mudanças também podem incentivar melhorias no relacionamento com os consumidores. Um atendimento mais acessível, com respostas dentro dos prazos e maior facilidade para resolver problemas, pode aumentar a confiança nas empresas.
Por outro lado, o descumprimento das determinações poderá resultar em consequências para as organizações. Como as regras estabelecem obrigações específicas, as empresas abrangidas precisarão adequar seus procedimentos para evitar irregularidades e possíveis sanções previstas na legislação aplicável.
Lições a aprender com a nova lei do governo que obriga as empresas a terem SAC humano
É importante destacar que as novas determinações reforçam que a qualidade de um produto ou serviço também depende do atendimento oferecido aos consumidores. Nesse sentido, disponibilizar canais de comunicação não basta quando os clientes enfrentam dificuldades para obter respostas ou solucionar problemas.
Uma das principais lições envolve o uso equilibrado da tecnologia. Ferramentas automatizadas podem agilizar procedimentos, organizar solicitações e facilitar o acesso a informações, mas devem funcionar como apoio, sem eliminar a possibilidade de interação humana, especialmente em situações que exigem análise individualizada.
Transparência no relacionamento com clientes
Mais uma questão importante é a transparência. Os consumidores precisam encontrar informações claras sobre os serviços contratados, solicitar cancelamentos com facilidade e receber respostas para suas reclamações. Procedimentos complicados podem desgastar a relação entre clientes e fornecedores e comprometer a confiança na empresa.
Respeito aos prazos e às exigências legais
As empresas também precisam respeitar os prazos de atendimento. Isso se deve ao fato de que a demora para responder solicitações ou corrigir cobranças indevidas aumenta a insatisfação. Devido a isso, as empresas precisam organizar seus processos internos e conferir cada demanda para garantir respostas adequadas e evitar problemas recorrentes.
Por fim, seguir as atualizações legislativas permite evitar problemas e adaptar os procedimentos às novas exigências, contribuindo para melhorar o relacionamento com os consumidores e fortalecer a reputação das organizações no mercado.
Em última análise, com as novas regras, o governo procura estabelecer condições que sejam mais adequadas para o atendimento ao consumidor e ampliar a segurança nas comunicações telefônicas.
Quer acompanhar outras medidas do governo e entender como elas podem ser responsáveis por afetar empresas e consumidores? Assim, continue seguindo nossas publicações para ficar por dentro das principais novidades!
*com uso de inteligência artificial

