O Ray-Ban Meta voltou a repercutir após a Meta anunciar que o recurso Foco na Conversa, voltado à acessibilidade e à melhoria das conversas em ambientes barulhentos, terá uso completo restrito aos assinantes do Meta One Premium. Nesse sentido, a decisão gerou críticas entre os usuários e foi responsável por reacender o debate sobre a cobrança por funcionalidades de acessibilidade em dispositivos inteligentes.
O novo recurso do Ray-Ban Meta que terá mensalidade
A Meta lançou a versão 26 do software dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta trazendo uma série de novidades que são voltadas tanto para a inteligência artificial quanto para a usabilidade. Entretanto, entre todas as mudanças anunciadas, uma foi recebida com preocupação por diversos usuários.
Foco na Conversa é o principal destaque da atualização
O destaque ficou para o Foco na Conversa, ferramenta desenvolvida no intuito de facilitar a comunicação em ambientes com muito ruído. Vale ressaltar que o recurso utiliza os microfones e os alto-falantes integrados aos óculos para identificar a pessoa posicionada à frente do usuário e amplificar sua voz. Com isso, reduz sons externos, conversas paralelas e outros ruídos que normalmente dificultam a compreensão.
Na prática, a funcionalidade cria uma experiência semelhante à de um aparelho auditivo inteligente em determinadas situações. Tal aspecto permite que o usuário consiga manter conversas em restaurantes, aeroportos, eventos, escritórios ou outros locais movimentados.
Recurso passa a integrar oficialmente o sistema
O recurso começou a ser distribuído gradualmente ao longo do ano de 2025 e agora passou a integrar oficialmente a atualização mais recente do sistema operacional dos óculos inteligentes da Meta.
No entanto, a grande novidade foi justamente a decisão da Meta de vincular essa ferramenta ao plano Meta One Premium, cuja assinatura custa aproximadamente 20 dólares por mês, valor equivalente a cerca de 110 reais, dependendo da cotação do dólar.
Cobrança gera críticas entre os usuários
Essa estratégia rapidamente gerou discussões nas redes sociais e em fóruns especializados, principalmente porque muitos esperavam que um recurso ligado à acessibilidade permanecesse totalmente gratuito.

Mais detalhes do novo recurso do Ray-Ban Meta
Segundo a documentação oficial da Meta, quem não assinar o plano Meta One Premium continuará tendo acesso ao Foco na Conversa, porém com uma limitação que é bastante significativa.
Em outras palavras, os usuários gratuitos poderão utilizar a funcionalidade durante apenas três horas por mês. Mesmo que isso permita experimentar o recurso, o tempo disponível pode ser insuficiente para pessoas que dependem frequentemente da ferramenta em sua rotina.
Por sua vez, os assinantes do Meta One Premium terão acesso a 15 horas mensais de utilização. Apesar de representar cinco vezes mais tempo, esse limite também chamou a atenção por não ser exatamente elevado. Na prática, corresponde a aproximadamente 30 minutos de uso por dia, caso seja distribuído ao longo do mês.
Sendo assim, para quem participa de reuniões longas, frequenta ambientes movimentados diariamente ou possui dificuldades auditivas, esse período pode não atender completamente às necessidades.
A cobrança levanta questionamentos
Do mesmo modo, outro ponto que foi responsável por gerar críticas envolve o funcionamento técnico do recurso. Nesse sentido, ao contrário de diversas funções recentes da Meta, que utilizam modelos avançados de inteligência artificial executados em servidores da empresa, o Foco na Conversa aparentemente depende principalmente do hardware já presente nos próprios óculos.
A tecnologia utiliza os microfones direcionais, os alto-falantes e algoritmos de processamento de áudio embarcados para destacar a voz desejada. Isso significa que, em teoria, a funcionalidade não exige processamento intensivo em nuvem nem grandes custos contínuos relacionados à IA generativa.
Logo, esse detalhe fez muitos usuários questionarem a necessidade da assinatura, já que o recurso parece aproveitar componentes pelos quais o consumidor já pagou ao adquirir os óculos.
Outros novos recursos do Ray-Ban Meta
Apesar da polêmica que envolve o Foco na Conversa, a atualização 26 trouxe diversas novidades importantes para os óculos inteligentes da Meta.
Novos recursos baseados em inteligência artificial
Entre os destaques está a chegada do modelo de IA Muse Spark, que promete oferecer respostas mais inteligentes e ampliar as possibilidades de interação com o assistente virtual.
Paralelamente, a Meta também adicionou o Dynamic Photo, novo modo de captura de imagens que busca melhorar automaticamente os resultados das fotografias realizadas pelos óculos. Em conjunto a isso, outra novidade envolve a integração com o Instagram Instants, facilitando o compartilhamento de conteúdo diretamente pelo ecossistema da empresa.
Comunicação mais completa
Da mesma forma, a atualização também amplia as opções de comunicação. Nesse sentido, agora os usuários passam a contar com chamadas de voz pelo WhatsApp, algo que expande as possibilidades de utilização dos óculos no dia a dia sem depender do smartphone para determinadas tarefas.
Em adição, foi implementado um novo modo de economia de bateria. Tal recurso permite prolongar o tempo de funcionamento do dispositivo durante viagens ou períodos prolongados de uso.
Expansão para novos idiomas
Mais um avanço importante envolve a internacionalização dos Ray-Ban Meta. Os óculos passam a oferecer suporte completo aos idiomas japonês e coreano, juntamente com o fato de adicionar 14 novos idiomas ao recurso de tradução em tempo real. Entre eles estão:
- Grego;
- Holandês;
- Tailandês;
- Russo;
- Turco;
- Mandarim;
- Além de outros idiomas.
Portanto, essa ampliação pode ser bastante útil para turistas, viajantes internacionais e pessoas que acompanham grandes eventos esportivos, como por exemplo a Copa do Mundo, pois facilita a comunicação entre diferentes nacionalidades.
Por que o fato de o novo recurso do Ray-Ban Meta ter mensalidade frustrou os usuários?
A principal crítica à mensalidade do novo recurso do Ray-Ban Meta não está necessariamente no valor da assinatura. Na realidade, boa parte das discussões gira em torno do tipo de recurso que foi colocado atrás de um plano pago.
O Foco na Conversa possui um forte componente de acessibilidade, ajudando pessoas que apresentam dificuldades para compreender conversas em ambientes ruidosos. Por isso, muitos consumidores consideram inadequado limitar justamente uma ferramenta que pode ser responsável por melhorar significativamente a comunicação de determinados usuários.
Os limites mensais também são alvo de críticas
Em conjunto a tal contexto, outro aspecto que gerou insatisfação é o funcionamento dos limites de utilização. Nesse sentido, a Meta informa que alguns recursos permanecem gratuitos dentro de uma franquia mensal, mas o tempo disponível para o Foco na Conversa é bastante restrito.
Paralelamente, os minutos não utilizados aparentemente não são acumulados para meses seguintes. Ou seja, isso significa que, caso o usuário utilize pouco a ferramenta em determinado período, não poderá aproveitar esse saldo futuramente em situações nas quais realmente necessite do recurso.
Sendo assim, essa política é algo que reduz a flexibilidade e também pode dificultar o uso por pessoas que dependem da funcionalidade apenas em momentos específicos, porém prolongados.
A Meta mantém outras funções gratuitas
A empresa reforça que não é obrigatório assinar qualquer plano para utilizar os Ray-Ban Meta. Os óculos continuam funcionando normalmente, oferecendo acesso a diversos recursos gratuitos e mantendo grande parte de suas funcionalidades sem cobrança adicional. Mesmo assim, a inclusão de uma ferramenta voltada à acessibilidade dentro de uma assinatura acabou dominando o debate entre usuários e especialistas do setor.
Lições a aprender com o contexto do novo recurso do Ray-Ban Meta
A decisão da Meta é algo que evidencia uma tendência cada vez mais presente dentro do mercado de tecnologia: a expansão do modelo de assinaturas para dispositivos físicos. Em outras palavras, os fabricantes deixam de vender apenas um produto e passam a oferecer serviços recorrentes que liberam funcionalidades específicas ao longo do tempo.
Modelo de assinaturas ganha espaço na tecnologia
Mesmo que esse modelo possa financiar o desenvolvimento contínuo de novos recursos, ele também é responsável por despertar discussões importantes sobre quais funções deveriam permanecer gratuitas, especialmente quando envolvem acessibilidade.
Debate sobre acessibilidade continua em alta
Paralelamente, outro aprendizado é que consumidores estão cada vez mais atentos ao equilíbrio entre hardware e software. Nesse sentido, ao adquirir um dispositivo premium, muitos esperam utilizar plenamente seus recursos sem enfrentar limitações artificiais posteriormente.
Expectativas dos consumidores influenciam a percepção da marca
Da mesma maneira, empresas precisam avaliar cuidadosamente o impacto de decisões comerciais sobre a percepção da marca. Ainda que ofereçam diversos recursos gratuitos, restringir uma ferramenta considerada essencial pode gerar desgaste e afetar a confiança dos usuários.
Transparência pode reduzir a resistência dos usuários
Por fim, esse episódio mostra como transparência e comunicação clara são fundamentais na implementação de novos modelos de cobrança. Dessa forma, explicar detalhadamente os motivos da assinatura e demonstrar benefícios concretos pode reduzir parte da resistência inicial dos consumidores.
Em última análise, o Ray-Ban Meta continua sendo uma das principais referências no segmento de óculos inteligentes. Apesar disso, a decisão de cobrar pelo uso ampliado do Foco na Conversa mostra que inovação tecnológica também precisa caminhar lado a lado com expectativas dos consumidores e questões relacionadas à acessibilidade.
Logo, se você deseja acompanhar mais novidades sobre o Ray-Ban Meta, continue acompanhando nossas atualizações. Assim, você ficará por dentro de todos os anúncios, mudanças, recursos inéditos e novidades envolvendo os óculos inteligentes.
*com uso de inteligência artificial

