Startup cria super planta que reduz poluição em até 30 vezes. Veja!

Uma startup com sede em Paris acaba de lançar uma inovação que pode transformar o combate à poluição do ar dentro de ambientes fechados. Ela consiste em uma super planta desenvolvida com bioengenharia que é capaz de reduzir a poluição em até 30 vezes mais do que uma planta doméstica comum. 

Dessa forma, essa criação representa um marco na intersecção entre biotecnologia, sustentabilidade e design. Ou seja, ela oferece uma alternativa natural e eficiente aos purificadores de ar tradicionais.

A planta, que se chama Neo P1, é o primeiro produto da Neoplants, uma empresa que uniu ciência de ponta e empreendedorismo no intuito de enfrentar os desafios ambientais contemporâneos. Com isso, o projeto vem ganhando destaque por sua promessa de limpar o ar de compostos orgânicos voláteis (COVs) altamente prejudiciais à saúde humana, como o formaldeído, o benzeno, o tolueno e o xileno.

Portanto, neste texto, iremos entender o que é a super planta que reduz poluição em até 30 vezes criada por uma startup e também explorar o histórico do desenvolvimento desta empresa. Além disso, pensaremos sobre o futuro dela, bem como refletiremos sobre a importância de invenções como essa. Finalmente, iremos discutir se é possível que outras criações se inspirem na mesma.

Entenda o que é a super planta que reduz poluição em até 30 vezes criada por uma startup

O laboratório por trás da inovação

A Neo P1 nasceu em um laboratório em Paris. Nele, Lionel Mora e Patrick Torbey, fundadores da Neoplants, vêm trabalhando há quatro anos em uma solução que alia bioengenharia e natureza para um problema moderno: a poluição do ar em ambientes internos.

Vale destacar que a inspiração veio da constatação de que plantas comuns, embora bonitas e agradáveis, não são suficientemente eficientes na remoção de poluentes. A dupla decidiu, então, aplicar engenharia genética para potencializar o desempenho da planta pothos, também conhecida como jibóia. Essa espécie foi escolhida por sua resistência, adaptação a diversos ambientes e capacidade natural de absorver compostos nocivos.

Como funciona a Neo P1

A Neo P1 foi modificada geneticamente para produzir enzimas que quebram e metabolizam os COVs em compostos inofensivos. Juntamente com isso, a planta é acompanhada de um microbioma específico, desenvolvido para atuar em sinergia com ela. Esse microbioma potencializa a capacidade de filtragem da planta, permitindo que ela seja até 30 vezes mais eficaz que outras plantas domésticas convencionais.

O sistema completo da planta inclui um suporte autoirrigável e um kit com gotas que ajudam a manter o equilíbrio do microbioma. Com esses elementos combinados, a Neo P1 não é apenas uma planta decorativa, mas sim um sistema de purificação natural e sustentável para ambientes fechados.

Histórico do desenvolvimento desta startup

De caminhos distintos ao encontro na Station F

Os fundadores da startup Neoplants, embora tenham origens diferentes, encontraram um objetivo em comum: criar algo com impacto positivo no mundo. Lionel Mora, austríaco de nascimento, cresceu no sul da França e demonstrava veia empreendedora desde cedo. 

Na adolescência, vendia cartões de visita para cabeleireiros. Após estudar na Emlyon Business School, passou quatro anos no Google como gerente de marketing de produto, mas sentia que queria um trabalho com maior propósito social.

Já Patrick Torbey, de origem libanesa, cresceu nos arredores de Beirute. Seu pai era pediatra e sua mãe, professora. Com formação acadêmica de alto nível, Torbey conquistou um Ph.D. em edição de genoma pela Ecole Normale Superieure em Paris.

O encontro dos dois aconteceu na Station F, maior incubadora de startups da Europa. Lá, Torbey apresentou a Mora a ideia de criar organismos com funções específicas por meio da bioengenharia. Da parceria surgiu, em 2018, a Neoplants.

Escolha da jibóia como planta base

A escolha da planta pothos foi estratégica. Em conjunto ao fato de já possuir capacidade de filtragem de ar, essa planta se adapta facilmente a diversos ambientes internos, possui folhas grandes e crescimento rápido. Isso a torna ideal para absorver poluentes de forma constante e eficaz.

Começando com essa base, a Neoplants desenvolveu processos de bioengenharia para modificar o DNA da planta, adicionando genes que aumentam sua capacidade de capturar e metabolizar COVs. O resultado é uma planta robusta, funcional e pronta para atuar como purificadora natural do ar.

Apoio e investimentos

Desde sua fundação, a Neoplants já arrecadou US$20 milhões em rodadas de investimento. Os recursos vieram de fundos como True Ventures e Collaborative Fund, além de empreendedores renomados como Dan Widmaier (da Bolt Threads), Emily Leproust (da Twist Bioscience), Niklas Zennstrom (cofundador do Skype) e Arnaud Plas (da Prosa).

Embora a startup ainda não esteja gerando receita no momento, a expectativa é alta, e a Neo P1 deverá em breve ser comercializada, inicialmente nos Estados Unidos, com foco em construtoras imobiliárias e redes de hotéis.

Qual o futuro da startup que criou uma super planta que reduz poluição em até 30 vezes

Lançamento oficial e comercialização

A Neo P1 será vendida por US$179 (cerca de R$980, na cotação atual), valor que inclui o vaso com suporte autoirrigável e um kit com três meses de solução para manter o microbioma da planta saudável. 

É importante destacar que, antes de ser amplamente comercializada, ela precisa passar por aprovação do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), responsável por regulamentar plantas geneticamente modificadas. A expectativa é que, após o lançamento oficial, a startup amplie sua linha de produtos, com novas plantas bioengenheiradas e melhorias constantes nas já existentes.

Novos laboratórios e desenvolvimento contínuo

Para dar continuidade às pesquisas, a Neoplants está construindo um laboratório de pesquisa de 3.600 metros quadrados na cidade de Saint-Ouen-Sur-Seine, nos arredores de Paris. A inauguração está prevista para novembro, e o novo espaço deve acelerar o desenvolvimento de tecnologias ainda mais eficientes.

Limites e possibilidades futuras

Embora já seja uma inovação impressionante, os fundadores acreditam que o potencial da bioengenharia em plantas ainda está longe de ser totalmente explorado. Torbey admite que não sabe qual é o limite da eficiência que se pode alcançar: “Não quero me sentir estúpido em 10 anos”, comenta. “A tecnologia relacionada a plantas ainda é muito recente”.

O próximo passo, segundo a startup, será criar plantas que possam capturar carbono do ar em ambientes externos, o que pode contribuir diretamente para o combate às mudanças climáticas. Em adição, a ambição também inclui o uso da tecnologia para descontaminação de solos, o que abriria um leque ainda maior de aplicações ambientais.

A importância de criações como a super planta desta startup

Impactos na saúde pública

Ambientes fechados muitas vezes acumulam compostos nocivos que vêm de móveis, produtos de limpeza, tintas e revestimentos. Esses poluentes podem causar irritações, alergias, dores de cabeça e até problemas respiratórios crônicos. Uma planta como a Neo P1 oferece uma solução natural, contínua e acessível para reduzir esses riscos.

Redução da dependência de soluções artificiais

A popularização de purificadores de ar eletrônicos, embora eficazes, implica em maior consumo de energia, manutenção constante e descarte de filtros. Por outro lado, uma planta bioengenheirada como a que a Neoplants criou representa uma alternativa ecológica, de baixa manutenção e com potencial estético e decorativo.

Educação ambiental e inovação tecnológica

Juntamente com os benefícios práticos, inovações como a da Neoplants ajudam a educar o público sobre os efeitos da poluição interna, em conjunto ao fato de demonstrar que é possível usar a ciência para melhorar a vida cotidiana. Isso pode inspirar mais pessoas a se interessarem por ciência, sustentabilidade e bioengenharia.

A super planta é uma criação muito importante.
A super planta é uma criação muito importante. | Foto: DALL-E 3

É possível que outras inovações se inspirem na super planta desta startup?

Tendência crescente no setor de biotecnologia

A biotecnologia está avançando rapidamente e o sucesso da Neoplants pode abrir caminho para outras empresas criarem soluções semelhantes. Já existem startups trabalhando em alimentos geneticamente modificados com maior valor nutricional, bactérias que limpam oceanos e fungos que degradam plásticos. Sendo assim, a super planta contra poluição pode se tornar um símbolo do que está por vir.

Integração com tecnologias inteligentes

É possível imaginar, no futuro, sistemas de casas inteligentes que integrem sensores de qualidade do ar com plantas bioengenheiradas. Isso permitiria uma atuação ainda mais precisa contra poluentes e criaria ecossistemas automatizados de purificação do ar em lares e empresas.

Potencial de customização por ambiente

Outro caminho promissor é a personalização. Assim como hoje existem diferentes filtros de ar para diferentes necessidades (alérgicos, fumantes, cozinhas), é possível que, no futuro, existam plantas específicas para ambientes distintos, otimizadas para lidar com os poluentes mais comuns em cada local.

Em suma, ao criar uma super planta que reduz a poluição em até 30 vezes, a startup Neoplants não apenas desenvolveu uma inovação tecnológica de grande impacto, mas também abriu um novo capítulo no uso da bioengenharia para resolver problemas ambientais cotidianos. 

Desse modo, a Neo P1 promete transformar a maneira como purificamos o ar tanto em nossas casas quanto em nossos escritórios, com uma abordagem que é natural, eficiente e ecologicamente correta.

Quer saber mais sobre como a tecnologia pode ajudar a criar um mundo mais limpo e sustentável? Acompanhe as inovações dessa startup e descubra como a ciência pode fazer parte do seu dia a dia!

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