6G já é pauta entre operadoras. Mas já temos conexão 5G (IoT)

A evolução da conectividade móvel é algo que nunca para. Em outras palavras, enquanto o 5G ainda está em fase de expansão em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil, já se fala sobre a próxima geração: o 6G. 

Sendo assim, essa tecnologia, que está prevista para chegar ao mercado por volta do ano de 2030, promete transformar a comunicação digital, trazendo um nível de conectividade sem precedentes. Porém, o debate sobre essa nova conexão já mobiliza operadoras, governos e especialistas do setor, que enxergam nele o futuro das telecomunicações.

Portanto, neste conteúdo, entenderemos o contexto do 6G e também discutiremos o que esperar desse avanço na conectividade. Em conjunto a isso, iremos explorar a situação atual do 5G e a evolução para essa novidade, bem como refletir sobre a situação do Brasil nesse contexto. Finalmente, explicaremos como a evolução da conexão pode revolucionar a sociedade.

Entenda o contexto do 6G

A revolução digital não desacelera, e a prova disso é que o 6G já tem uma data prevista para começar a ser implementado. Segundo especialistas chineses, essa nova tecnologia começará a dar seus primeiros passos durante a década de 2030. 

Nesse sentido, o anúncio ocorreu no Zhongguancun Forum. Esse foi um evento realizado na China com o intuito de discutir o futuro das redes móveis e o impacto das inovações na sociedade.

Vale ressaltar que a evolução da conectividade móvel segue um ciclo de aproximadamente 10 anos. Em outras palavras, o 3G foi amplamente utilizado nos anos 2000, permitindo o acesso inicial à internet nos celulares. 

Na década de 2010, o 4G revolucionou a conectividade, possibilitando a popularização dos smartphones e serviços de streaming. Atualmente, o 5G está ganhando espaço em diversos países, proporcionando velocidades mais altas e menor latência. Ou seja, naturalmente, a pesquisa e o desenvolvimento do 6G já estão em andamento.

Sendo assim, os especialistas apontam que essa nova rede será ainda mais eficiente, confiável e veloz. Logo, ela irá abrir portas para avanços tecnológicos que não têm precedentes. 

Espera-se que o 6G traga benefícios como maior integração entre o mundo físico e digital, permitindo o aprimoramento de tecnologias como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e comunicação holográfica. Além disso, a baixa latência e a capacidade ampliada de transmissão de dados podem transformar setores como saúde, indústria e entretenimento.

Apesar de ainda ser uma promessa para o futuro, o 6G já é uma tecnologia que desperta um grande interesse global, mostrando que a evolução tecnológica segue em ritmo acelerado.

O que esperar do 6G?

A transição para o 6G deve ser gradual, com uma possível fase intermediária que se chama “5,5G”. Dessa forma, essa evolução não é algo que se trata apenas de realizar um aumento da velocidade.

Juntamente com isso, visa aprimorar toda a experiência digital, integrando IA e diversas novas possibilidades de conectividade. Paralelamente, o 6G promete revolucionar diversos setores, como por exemplo saúde, transporte, indústria e entretenimento, tornando a comunicação mais rápida e eficiente.

Principais benefícios da nova conexão

  • Velocidade extrema: enquanto o 5G atinge velocidades na casa dos gigabits por segundo, o 6G pode operar em terabits por segundo, o que permite downloads instantâneos e streaming de altíssima qualidade;
  • Latência quase nula: a comunicação em tempo real será ainda mais eficiente, favorecendo aplicações como cirurgias remotas, direção autônoma e jogos em nuvem sem atrasos;
  • Internet sensorial: a integração com Inteligência Artificial e dispositivos inteligentes possibilitará experiências mais imersivas, o que torna a comunicação digital quase indistinguível da física. Isso pode abrir caminho para interações holográficas e realidades aumentadas hiper-realistas;
  • Conectividade total: o 6G poderá conectar não apenas smartphones e computadores. Adicionalmente, também ligará cidades inteligentes, veículos autônomos, robôs avançados e sistemas integrados de forma massiva, garantindo uma conectividade universal.

O desenvolvimento do 6G já tem um cronograma definido. A padronização da tecnologia deve começar em 2025, com testes e verificações sendo iniciados em 2028. É importante ressaltar que a compatibilidade entre o 6G e a infraestrutura do 5G será essencial para garantir uma transição eficiente e sem grandes impactos para usuários e empresas.

A situação atual do 5G e a evolução para o 6G

O 5G ainda está sendo implementado em diversas partes do mundo e já impulsiona a Internet das Coisas (IoT). Tal avanço permite que dispositivos estejam conectados de forma inteligente, melhorando setores como a indústria, saúde e transporte. 

Em conjunto ao fato de oferecer maior velocidade, o 5G possibilita a comunicação eficiente entre máquinas. Ou seja, essa tecnologia torna os processos mais automatizados e também reduz os custos operacionais.

O papel do 5G na revolução digital

A IoT se beneficia amplamente da rede 5G, pois a baixa latência e a alta capacidade de conexão possibilitam um ecossistema de dispositivos interconectados. Casas inteligentes, veículos autônomos e fábricas automatizadas já são realidade, trazendo mais conforto, segurança e eficiência para o dia a dia. 

No setor da saúde, por exemplo, a conectividade aprimorada está sendo responsável por permitir o monitoramento remoto de pacientes e até mesmo as cirurgias que são realizadas à distância com precisão.

Com a evolução das redes móveis, novas possibilidades surgem a cada década. Nesse sentido, o 6G, que já está em fase de pesquisa, promete transformar ainda mais a situação da conectividade global. 

Devido à integração avançada de Inteligência Artificial, essa tecnologia poderá otimizar infraestruturas urbanas, fortalecer a segurança cibernética e impulsionar a computação holográfica, tornando a interação digital cada vez mais imersiva.

Ademais, a conectividade continuará sendo um pilar essencial para o futuro digital, o que possibilitará inovações que irão transformar a maneira como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos.

O 5G está sendo responsável por revolucionar diversos setores da sociedade, e a chegada do 6G deve ampliar ainda mais a conectividade dos mesmos.
O 5G está sendo responsável por revolucionar diversos setores da sociedade, e a chegada do 6G deve ampliar ainda mais a conectividade dos mesmos. | Foto: DALL-E 3

E no Brasil, o que temos em relação ao 6G?

Enquanto o mundo está se preparando para a chegada da conexão 6G, o Brasil avança na implementação do seu antecessor, o 5G. Dessa forma, o país já superou as metas de cobertura da Anatel, alcançando 62,98% da população, dois anos antes do previsto. 

Logo, esse avanço é algo que representa um marco importante na modernização da infraestrutura digital brasileira. Ou seja, ele permite maior conectividade e inovação em diversos setores da sociedade brasileira.

Expectativas para o Brasil até 2030

A previsão é que até o ano de 2030, cerca de 84% da população brasileira tenha acesso ao 5G. Esse crescimento não apenas melhorará a qualidade da internet móvel, mas também irá impulsionar setores como por exemplo educação, telemedicina, agronegócio e indústria 4.0. 

Primeiramente, no campo, a conectividade aprimorada é um aspecto que permitirá o uso de sensores inteligentes e automação, o que irá possibilitar um aumento da eficiência da produção agrícola.

Na área da saúde, o 5G tornará mais acessíveis os atendimentos remotos e o uso de IA no diagnóstico de doenças. Já nas cidades, permitirá melhorias no trânsito, na segurança pública e na eficiência energética, pavimentando o caminho para o conceito de cidades inteligentes.

Além disso, o avanço do 5G será essencial para garantir uma transição eficiente para o 6G nos anos seguintes. Sendo assim, os especialistas apontam que essa nova tecnologia terá um papel crucial na computação holográfica e na comunicação em tempo real com latência quase nula.

Por fim, no cenário nacional, universidades e empresas de tecnologia já iniciam estudos sobre o 6G, acompanhando as tendências globais com o intuito de garantir que o Brasil esteja preparado para essa nova revolução da conectividade.

Como o 6G pode revolucionar a sociedade?

O impacto do 6G vai além do aumento da velocidade e da conectividade. Em outras palavras, tal tecnologia promete transformar diversas áreas, trazendo avanços significativos para diferentes setores. 

Dessa maneira, com velocidades estimadas em terabits por segundo e latência quase nula, o 6G possibilitará um nível de conectividade sem precedentes. Isso irá permitir o uso massivo de IA, computação em nuvem e Internet das Coisas (IoT).

Setores impactados pelo 6G

  • Saúde: as cirurgias remotas e o atendimento médico a distância se tornarão mais precisos e acessíveis, permitindo diagnósticos em tempo real e também melhor monitoramento de pacientes;
  • Educação: o ensino poderá ser revolucionado com a realidade aumentada e os hologramas interativos, o que proporcionará experiências imersivas tanto para alunos quanto para professores;
  • Indústria e automação: as máquinas inteligentes e fábricas automatizadas irão impulsionar a produtividade, reduzindo custos operacionais e aumentando a eficiência dos processos;
  • Transporte: os veículos autônomos terão comunicação mais eficiente, o que reduzirá acidentes e otimizará o trânsito, contribuindo para a criação de cidades inteligentes.

Em resumo, a chegada do 6G irá trazer novas possibilidades para a sociedade, tornando a conectividade mais rápida, segura e integrada com a inteligência artificial. Juntamente com isso, a tecnologia poderá impulsionar o desenvolvimento de redes neurais avançadas, bem como de comunicações holográficas.

À medida que a tecnologia evolui, novos desafios surgem, como por exemplo a necessidade de infraestrutura adequada, regulamentação e segurança cibernética. Logo, o futuro da conectividade já está sendo planejado, e as inovações que o 6G trará prometem ser responsáveis por transformar a forma como vivemos, trabalhamos e nos comunicamos.

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