Retenção de talentos: Como o iFood atrai e retém a Gen Z? Veja!

A retenção de talentos se tornou um dos maiores desafios das empresas modernas, especialmente quando o assunto envolve profissionais da Geração Z. Isso se deve ao fato de que jovens que valorizam flexibilidade, propósito, equilíbrio entre vida pessoal e trabalho e desenvolvimento constante estão mudando a forma como grandes companhias estruturam suas culturas organizacionais. 

Nesse cenário, o iFood se destaca por construir uma estratégia voltada para inovação, autonomia e tecnologia. Tal contexto cria um ambiente que conversa diretamente com as expectativas da nova geração de profissionais e esimula a retenção de talentos.

Como é a atração e a retenção de talentos da Geração Z pelo iFood?

O iFood decidiu seguir um caminho diferente de muitas empresas globais que pressionam colaboradores a retornarem integralmente ao escritório. Em vez de adotar um modelo rígido, a companhia apostou em uma estratégia de flexibilidade orientada por resultados e impacto.

A empresa entende que o talento não deve ficar limitado à localização geográfica. Esse pensamento se tornou um dos pilares da chamada “Agenda Brasil”, iniciativa que busca ampliar a diversidade de perspectivas dentro da companhia. Com isso, o iFood consegue contratar profissionais de diferentes regiões do país, enriquecendo o ambiente corporativo com múltiplas experiências culturais e sociais.

Flexibilidade como estratégia de cultura

Vale ressaltar que, ao contrário do que acontecia em modelos tradicionais, a presença física deixou de ser o principal indicador de produtividade. Sendo assim, o foco passou a ser a entrega de resultados relevantes.

Tal conceito conversa diretamente com os profissionais da Gen Z, que enxergam o trabalho de forma menos engessada. Para essa geração, a liberdade de escolha é um fator decisivo na permanência em uma empresa.

O modelo híbrido flexível adotado pelo iFood também reduz desgastes relacionados a deslocamentos, melhora a qualidade de vida e fortalece o sentimento de confiança entre empresa e colaborador.

Diversidade impulsionada pela descentralização

Paralelamente, outro ponto importante é que o formato híbrido permite ao iFood ampliar sua capacidade de recrutamento. Ao invés de limitar contratações a profissionais que vivem próximos à sede em Osasco, a companhia pode acessar talentos espalhados pelo Brasil.

Desse modo, essa diversidade é algo que contribui diretamente para inovação, criatividade e construção de soluções mais eficientes. Ou seja, para uma empresa de tecnologia em constante expansão, ter múltiplas visões se tornou uma vantagem competitiva.

O processo de atração e retenção de talentos da Geração Z pelo iFood é algo que chama a atenção.
O processo de atração e retenção de talentos da Geração Z pelo iFood é algo que chama a atenção. | Foto: DALL-E 3

Mais detalhes da atração e retenção de talentos da Gen Z pelo iFood

O modelo implementado pelo iFood não funciona com dias obrigatórios e fixos para comparecimento ao escritório. A empresa acredita na corresponsabilidade entre liderança e colaboradores, permitindo que cada área determine suas necessidades de interação presencial. Essa abordagem demonstra maturidade organizacional e reforça o conceito de autonomia, algo extremamente valorizado pelos jovens profissionais.

O escritório como espaço de conexão

Mesmo sem imposições, o escritório do iFood registra alta ocupação em determinados dias da semana, especialmente às terças e quintas-feiras. O motivo não está relacionado à fiscalização, mas sim à busca por experiências colaborativas. 

Em outras palavras, os funcionários procuram o espaço físico para atividades que exigem maior interação humana, como mentorias, brainstormings, sessões de cocriação e reuniões estratégicas.

Isso mostra uma mudança importante na relação com o ambiente corporativo. O escritório deixa de ser apenas um local operacional e passa a funcionar como um centro de experiências e construção de cultura.

Expansão da sede com foco em inovação

Um ponto importante é que o investimento na expansão da sede em Osasco também reforça a visão do iFood sobre o futuro do trabalho. A empresa não busca ampliar o espaço apenas para acomodar mais pessoas, mas para criar um ambiente alinhado ao dinamismo e à inovação presentes em sua cultura corporativa.

Para a Geração Z, o ambiente físico ainda possui relevância, mas precisa oferecer propósito. Espaços criativos, tecnológicos e colaborativos tendem a gerar maior engajamento e fortalecimento da cultura interna.

Esforços do iFood no processo de retenção de talentos da Geração Z

Gerenciar uma empresa com milhares de colaboradores sem depender de supervisão constante exige processos sólidos e uma cultura organizacional bem estruturada. Sendo assim, o iFood encontrou esse equilíbrio utilizando tecnologia, inteligência artificial e mecanismos contínuos de escuta dos funcionários. 

Pesquisa de clima e monitoramento constante

Uma das ferramentas usadas pela empresa é a pesquisa semanal “Fala Aí”, criada para acompanhar o clima organizacional em tempo real. A prática permite identificar problemas rapidamente, entender necessidades dos colaboradores e implementar melhorias antes que situações pequenas se tornem crises internas.

Nesse sentido, a Geração Z valoriza empresas que escutam seus funcionários de forma ativa. Por isso, mecanismos de feedback contínuo ajudam diretamente na retenção de talentos.

Inteligência artificial integrada ao trabalho

O iFood também incorporou inteligência artificial em sua cultura corporativa. Em outras palavras, o uso de IA passou a integrar os critérios de avaliação de desempenho, demonstrando foco na formação de profissionais preparados para o futuro. Além disso, plataformas próprias como Alli e Toqan automatizam processos internos e reduzem burocracias.

Automação e foco no fator humano

Vale ressaltar que a plataforma Alli consegue gerenciar milhares de solicitações de RH mensalmente, funcionando 24 horas por dia. Com tarefas operacionais automatizadas, o setor de Pessoas pode concentrar esforços em áreas estratégicas, como saúde mental, desenvolvimento de lideranças e capacitação profissional.

Cultura do “falhar rápido”

Outro conceito importante dentro do iFood é o chamado “Jet Ski”. A ideia é estimular experimentações rápidas, permitindo que colaboradores testem soluções sem burocracia excessiva.

Dessa forma, a cultura de “falhar rápido e aprender” incentiva inovação contínua e reduz o medo de errar. Para a Geração Z, ambientes excessivamente rígidos tendem a ser menos atraentes. Já empresas que incentivam criatividade, aprendizado constante e autonomia conseguem fortalecer vínculos mais duradouros com seus profissionais.

A importância de entender a atração e retenção de talentos da Gen Z pelo iFood

Com o crescimento acelerado da companhia, o iFood precisou encontrar formas de preservar sua mentalidade de startup mesmo operando em larga escala. Essa necessidade levou à criação de mecanismos que incentivam autonomia e comportamento empreendedor dentro da organização.

Segurança psicológica como diferencial

Um dos fatores mais importantes para retenção da Gen Z é a segurança psicológica. Nesse sentido, profissionais jovens valorizam ambientes nos quais possam apresentar ideias, testar hipóteses e participar de processos inovadores sem receio constante de punição por erros.

O iFood trabalha exatamente essa lógica ao permitir experimentações rápidas em diferentes áreas do negócio. Esse ambiente impulsiona a inovação e ajuda a empresa a expandir operações para setores diversos, incluindo mercado pet, farmácia e soluções financeiras.

Programa Entrepreneur in Residence

Para fortalecer ainda mais seu perfil inovador, o iFood criou o programa Entrepreneur in Residence (EiR). O projeto busca executivos experientes com perfil empreendedor, dispostos a entrar na companhia sem uma função previamente definida. Esse modelo funciona como um filtro natural. Apenas profissionais confortáveis com desafios, mudanças e construção contínua aceitam participar da iniciativa.

Imersão cultural antes da liderança

Os participantes do EiR passam por um período de imersão cultural antes de assumirem posições estratégicas. Durante aproximadamente seis meses, eles conhecem profundamente o funcionamento da empresa, seus valores e objetivos de longo prazo.

Somente após esse processo ocorre a definição de qual área ou unidade estratégica será liderada pelo profissional. Essa metodologia reforça a importância do alinhamento cultural no processo de retenção de talentos e desenvolvimento de lideranças.

É possível que o processo de retenção de talentos da Geração Z do iFood continue evoluindo?

Tudo indica que sim. Nesse sentido, o mercado de trabalho vive mudanças aceleradas impulsionadas pela tecnologia e pelas novas exigências das gerações mais jovens. Sendo assim, empresas que conseguem se adaptar rapidamente tendem a permanecer competitivas. 

IA como parte da cultura corporativa

O iFood já demonstra que a inteligência artificial será parte central da cultura organizacional, e não apenas uma ferramenta operacional. A criação da IA House, em Osasco, reforça essa estratégia. 

Isso se deve ao fato de que o espaço servirá como ambiente de aprendizado e laboratório cultural voltado para IA generativa, fortalecendo a integração entre inovação tecnológica e desenvolvimento profissional.

Evolução contínua do ambiente de trabalho

Adicionalmente, o modelo híbrido também deve continuar evoluindo durante os próximos anos. Estruturas flexíveis ganham importância para atrair e manter profissionais da Geração Z, que valorizam liberdade, propósito e qualidade de vida.

O futuro da retenção de talentos

O caso do iFood mostra que retenção de talentos vai além de salários competitivos. Cultura organizacional, autonomia, inovação, desenvolvimento profissional, saúde mental e flexibilidade passaram a ter peso decisivo na permanência dos profissionais nas empresas. 

Resumindo, ao unir tecnologia, confiança e cultura empreendedora, o iFood constrói um modelo alinhado às expectativas da Gen Z e cria bases sólidas para continuar atraindo profissionais qualificados nos próximos anos. A tendência é que a retenção de talentos se torne cada vez mais estratégica para empresas que desejam crescer de maneira sustentável em um mercado altamente competitivo e digital.

Quer acompanhar mais conteúdos sobre retenção de talentos, inovação corporativa e tendências da Geração Z no mercado de trabalho? Logo, continue explorando nossas atualizações sobre retenção de talentos e fique por dentro das principais mudanças do mundo empresarial.

*com uso de inteligência artificial

Artigos recentes